Zinco poderá ajudar no tratamento de infeções do trato urinárioNotícias de Saúde

Quarta, 13 de Março de 2019 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Best Health Magazine

Uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode conduzir a soluções não antibióticas para combater infeções, nomeadamente as do trato urinário, através do zinco.
 
Matthew Sweet, Mark Schembri e Ronan Kapetanovic lideraram uma equipa da Universidade de Queensland, na Austrália, que analisou o uso do zinco pelo sistema imunitário para combater a bactéria Escherichia coli uropatogénica (UPEC), que constitui a causa principal das infeções do trato urinário. 
 
Segundo Ronan Kapetanovic, já se sabia que o zinco é tóxico para as bactérias: “confirmámos por visualização direta que as células do nosso sistema imunitário, conhecidas como macrófagos, utilizam zinco para erradicarem infeções bacterianas”.  
 
Os investigadores descobriram ainda que a bactéria UPEC emprega uma estratégia dupla para sobreviver à resposta imunitária do organismo. Em comparação com as bactérias não-patogénicas, a UPEC consegue escapar à resposta tóxica do zinco pelos macrófagos, além de possuir mais resistência aos efeitos tóxicos daquele metal, explicaram.
 
Ronan Kapetanovic concluiu que estes achados ajudam a melhor perceber a forma como o sistema imunitário combate as infeções, podendo potencialmente conduzir a novos tratamentos como bloquear a estratégia de evasão da UPEC ao zinco, de forma a torná-la mais vulnerável à toxicidade do metal.
 
Foram ainda descobertos todos os genes da UPEC que proporcionam proteção contra a toxicidade do zinco, um achado que pode também levar ao desenvolvimento de agentes antimicrobianos para o tratamento das infeções do trato urinário e de outros tipos de infeções bacterianas.
 
O investigador comentou que “as estratégias que não empregam antibióticos têm a vantagem de as bactérias não desenvolverem resistência; se conseguirmos reprogramar as nossas células imunitárias para as tornarmos mais fortes, ou alterar a forma como respondem às bactérias, ficaríamos melhor equipados para combatermos as superbactérias”. 

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Referência
Estudo publicado na revista “PNAS”