Vitamina B3 poderá tratar a doença de AlzheimerNotícias de Saúde

Quarta, 14 de Fevereiro de 2018 | 134 Visualizações

Fonte de imagem: Associação Alzheimer Porrtugal

Uma forma da vitamina B3 poderá ajudar a prevenir os danos no cérebro típicos da doença de Alzheimer e constituir um potencial tratamento para a doença, demonstrou um novo estudo.
 
Um estudo anterior tinha já demonstrado que doses elevadas de nicotinamida, também conhecida como vitamina B3, tinham revertido a perda de memória relacionada com a Alzheimer em ratinhos.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Vilhelm Bohr e Yujun Hou, do Laboratório de Gerontologia Molecular do Instituto Nacional do Envelhecimento, EUA, o estudo investigou, em ratinhos, os efeitos da nicotinamida riboside (NR), uma forma da vitamina B3, sobre a capacidade do cérebro reparar o seu ADN, uma função afetada na doença de Alzheimer.
 
Para o estudo, a equipa adicionou NR à água de beber de ratinhos com características típicas de doenças degenerativas. Essas características contemplavam acumulações tóxicas de proteínas tau e amiloide beta, sinapses disfuncionais e morte neuronal, as quais tinham resultado em problemas cognitivos.
 
A NR foi adicionada à água durante três meses. Os investigadores compararam posteriormente os cérebros e saúde cognitiva dos ratinhos normais com os de ratinhos que serviram de controlos.
 
Foi apurado que os ratinhos que tinham sido tratados com NR apresentavam menos proteína tau no cérebro, menos danos ao ADN e mais neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de o cérebro se autorrenovar sempre que aprende algo novo, armazena informação nova ou é danificado.
 
Mais, talvez devido à capacidade de a NR ajudar na autorrenovação das células estaminais, os ratinhos que receberam o tratamento produziram mais neurónios a partir das células estaminais neuronais.
 
Foi igualmente observado que morreram ou ficaram danificados menos neurónios naqueles ratinhos. No entanto, os níveis de proteína beta-amiloide mantiveram-se iguais, tal como nos ratinhos do grupo de controlo. 
 
Finalmente, A NR aparentemente retirou ou impediu que se espalhassem os danos existentes ao ADN no hipocampo dos ratinhos que foram tratados. O hipocampo é uma área do cérebro envolvida em processos de memória que costuma encolher ou ficar danificada com a doença de Alzheimer. 
 
Os achados foram fortalecidos por testes de cognição e comportamento, em que os ratinhos tratados com NR tiveram um melhor desempenho em testes com labirintos, reconhecimento de objetos, força e marcha.

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Referência
Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”

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