Vírus Zika mantém ameaça em Cabo VerdeNotícias de Saúde

Terça, 26 de Janeiro de 2016 | 50 Visualizações

Fonte de imagem: momentoverdadeiro

Os casos de infeção pelo vírus Zika em Cabo Verde estão "na sua fase descendente", disse hoje um médico do arquipélago, que continua a apelar às pessoas para tomarem as medidas necessárias para evitar a transmissão da doença.

"O ponto da situação é que a epidemia tem estado na sua fase descendente e podemos dizer que está a aproximar-se da sua fase de resolução. Os casos notificados têm sido muito menos", disse esta segunda-feira o médico infeciologista cabo-verdiano Jorge Barreto.

O médico falava em conferência de imprensa conjunta com o diretor nacional de Saúde cabo-verdiano, Tomás Valdez, para dar conta das medidas que o arquipélago já está a tomar na sequência do recente surto de febre-amarela no município de Viana, em Angola, e que já provocou a morte de sete pessoas.

Relativamente ao vírus Zika, do qual Cabo Verde tem registado casos desde setembro, Jorge Barreto indicou que nas últimas quatro semanas a média tem sido de cerca de 120 casos, contra os cerca de 200 nas semanas anteriores a nível nacional.

Quanto às cerca de 20 grávidas detetadas com sintomas do vírus, o médico confirmou que estão a ser seguidas e que até agora não foi registada qualquer situação de microcefalia nos bebés, uma vez que as primeiras gestações estão previstas para o mês de fevereiro.

Na semana passada, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos emitiram um alerta recomendando às mulheres grávidas que evitem viajar para 22 países, incluindo Cabo Verde, e sugeriu que caso tenham que o fazer, que "tomem medidas" para evitar o vírus Zika.

Jorge Barreto esclareceu que Cabo Verde foi colocado no nível 2, o que significa que as pessoas que pretendem deslocar-se ao país devem adotar "medidas de precaução especiais" e que o nível 3 é que aconselha as pessoas a não viajar para países afetados pela epidemia.

A primeira transmissão entre humanos do vírus Zika, que se dá através da picada do mesmo mosquito transmissor da dengue, o 'aedes aegypti', foi registada nos anos 1950 na Nigéria, tendo sido diagnosticados casos na Serra Leoa, Costa do Marfim e Senegal, em 2009 e 2011.

Desde o ano passado, estão a registar-se casos no Brasil, particularmente no Nordeste com o qual Cabo Verde tem uma relação de maior proximidade, com a deslocação de pessoas nos dois sentidos.

No sábado, a República Dominicana informou que foram confirmados dez casos do vírus, suspeito de causar graves deficiências congénitas em recém-nascidos.

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Autor
Lusa
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