VIH: terapia antirretroviral deve ser iniciada de imediato?Notícias de Saúde

Sexta, 30 de Junho de 2017 | 25 Visualizações

Fonte de imagem: Science

Um novo estudo demonstrou que a iniciação imediata do tratamento antirretroviral após diagnóstico de VIH causa uma maior perda óssea.
 
As linhas orientadoras atuais para o tratamento do VIH recomendam o início do tratamento logo após o diagnóstico. No entanto, com este procedimento a perda óssea no paciente é maior em comparação com o atraso no início do tratamento. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Jennifer Hoy da Universidade Monash e do Hospital Alfred, em Melbourne, Austrália, contou com a participação de 399 pacientes com VIH.
 
Dos 399 participantes, 195 foram alocados a receber tratamento antirretroviral logo após o estabelecimento do diagnóstico. Os restantes 204 tiveram o tratamento protelado. Os investigadores seguiram os participantes durante um período médio de 2,2 anos.
 
Os resultados do estudo revelaram que o início do tratamento antirretroviral logo após o diagnóstico de VIH produziu efeitos negativos na densidade óssea dos pacientes em relação aos que adiaram o tratamento. 
 
Não obstante, os benefícios gerais da terapia antirretroviral na prevenção da transmissão do VIH e de resultados adversos para a saúde continuam a prevalecer. 
 
O estudo demonstrou também que será importante perceber as consequências de longo prazo advindas da redução da densidade mineral óssea associada ao tratamento antirretroviral e se essas reduções continuam ou acabam por estabilizar com um tratamento de maior duração. 
 
“O que descobrimos foi que o início do tratamento está também associado a uma perda óssea acelerada de cerca de 2 a 4% e a taxa de declínio parece depois desacelerar após os primeiros dois anos de tratamento, em comparação com as pessoas que adiaram o tratamento”, disse a autora principal do estudo. 
 
“Não temos uma cura para o VIH, sendo que o tratamento antirretroviral é para a vida. Uma taxa maior de perda óssea poderá tornar-se importante anos mais tarde, no começo do aumento do risco das fraturas causadas pela fragilidade”, rematou.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of Bone and Mineral Research”

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