Vida moderna e fertilidade masculinaNotícias de Saúde

Segunda, 22 de Junho de 2015 | 36 Visualizações

A fertilidade dos homens nos países desenvolvidos está a ser fortemente afetada por muitos hábitos e substâncias a que estão expostos todos os dias. De protetores solares à alimentação rica em gorduras, dos equipamentos automóveis às frigideiras, muitas são as circunstâncias que colocam em risco a quantidade e a qualidade do esperma, de acordo com um estudo da Universidade de Copenhaga.

O especialista Niels Jorgensen defende que os homens usam cada vez mais químicos perigosos para a capacidade reprodutiva e adianta que, hoje, apenas 25 por cento dos europeus apresenta sémen de boa qualidade. Os restantes 75 por cento oscilam entre problemas moderados e infertilidade absoluta. E um em cada sete tem de recorrer a tratamentos para conseguir ser pai.

Niels Jorgensen acredita que muitos dos problemas se devem ao “cocktail de químicos que nos rodeiam todos os dias” e revela que chegou a esta conclusão após rever estudos sobre a fertilidade masculina nos últimos 70 anos. Remetendo-se à realidade do seu país, o investigador – que recentemente participou em Lisboa na Conferência da Sociedade Europeia de Reprodução e Embriologia – garantiu que a contagem de esperma dos homens dinamarqueses diminuiu em média um quarto desde os anos 40. Uma diminuição que é também visível em França, Espanha, Finlândia e Reino Unido.

O grupo de substâncias suspeitas de afetar a fertilidade masculina inclui os ftalatos – que podem ser encontrados, por exemplo, nos soalhos de PVC, cortinas de duche, tabliês automóveis – e também os “muito danosos” PFC, encontrados nosrevestimentos antiaderentes de frigideiras e peças de roupa resistentes à água.

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