Viajar aumenta bem-estar dos idosos e diminui ansiedadeNotícias de Saúde

Quinta, 11 de Outubro de 2018 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: This Caring Home

Um estudo concluiu que viajar reflete-se de forma positiva na vida dos idosos, aumentando o seu bem-estar e diminuindo as situações de ansiedade, depressão e solidão, disse à agência Lusa o investigador Ricardo Pocinho.
 
O estudo que foi conduzido pelo presidente da Associação Nacional de Gerontologia Social, Ricardo Pocinho, e pelo professor do Instituto Politécnico de Castelo Branco José Rodrigues, mostra que os idosos que costumam viajar têm uma perceção positiva em relação ao seu bem-estar.
 
Da mesma forma, apresentam sintomas de solidão mais baixos do que a restante população idosa, assim como a ausência de sintomas de depressão e ansiedade.
 
Baseado num inquérito feito em Portugal continental e ilhas a 658 pessoas, 342 do género masculino e 316 do género feminino, com idades entre os 65 e 85 anos, a investigação concluiu que 64,9% viajam com o respetivo cônjuge, vivem em meios urbanos e têm habilitação escolar a nível do secundário.
 
O investigador salientou que o estado civil "não altera a sintomatologia", pois "é possível sentir solidão mesmo estando acompanhado" e que "com as viagens melhoraram o seu bem-estar".
 
"Esta foi a primeira surpresa do estudo. Apesar de não termos dados científicos, tínhamos a perceção de que quem viaja possuía habilitações ao nível do ensino superior. A nossa amostra foi totalmente casual, entrevistando pessoas que estavam um pouco por todo o país e que não viviam nessas cidades. Verificámos que a maioria tem, no máximo, o ensino secundário", afirmou Ricardo Pocinho.
 
Mais de 50% dos inquiridos faz duas viagens por ano, sem sair do país, e revelam ter boa forma física e mental.
 
No decurso da investigação, foi também analisada a importância que o turismo sénior tem nos idosos a nível biopsicossocial, tendo-se revelado ser igualmente positivo. 
 
"Em Portugal, não temos o turismo muito dimensionado para seniores e até para o seu tipo de patologias. Os equipamentos são pouco acessíveis e até em termos económicos nem sempre é fácil para estas pessoas. Não temos informação de nenhum médico, mas é do senso comum que quem é menos ansioso, menos depressivo e com menos solidão irá tomar menos fármacos”.

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