Viagra pode reduzir significativamente o risco de… cancro colorretalNotícias de Saúde

Segunda, 26 de Março de 2018 | 62 Visualizações

Fonte de imagem: Ventura Law

A toma diária de uma pequena dose de Viagra pode reduzir o risco de cancro colorretal de forma significativa, apurou um estudo.

Segundo Darren D. Browning, que integrou a equipa de investigadores que efetuou o estudo, o fármaco sildenafil ou Viagra, além da sua bem conhecida indicação para o tratamento da disfunção erétil, tem sido usado também, com dosagens variadas e de forma segura, para tratar a hipertensão pulmonar em todas as idades, incluindo bebés.

A equipa da Faculdade de Medicina da Geórgia na Universidade de Augusta, EUA, conduziu o estudo sobre ratinhos geneticamente modificados para exibirem uma mutação que ocorre em humanos e que provoca o desenvolvimento de centenas de pólipos, iniciando na adolescência e resultando sempre em cancro colorretal.

Os ratinhos geneticamente modificados receberam o fármaco Viagra em doses diárias muito reduzidas, na água de beber.

Foi observado que o fármaco fez reduzir a formação de pólipos nos ratinhos em 50%. “Dar uma dose minúscula de Viagra pode reduzir a quantidade de tumores nestes animais em metade”, afirmou Darren D. Browning.

A atuação do Viagra consiste em relaxar as células musculares que rodeiam os vasos sanguíneos, de forma a estes poderem encher-se de sangue, ajudando assim na disfunção erétil e na hipertensão pulmonar. No entanto, o fármaco faz também aumentar os níveis do químico GMPc (monofosfato cíclico de guanosina), que afeta o revestimento dos intestinos, o epitélio.

Os investigadores verificaram que o aumento do GMPc resulta na supressão da proliferação celular excessiva que ocorre nos intestinos e um aumento na diferenciação das células normais, assim como na eliminação natural das células anormais (apoptose).

“Quando administramos Viagra, reduzimos o compartimento todo de proliferação”, disse o investigador. “As células proliferativas são mais suscetíveis de sofrerem mutações que causem cancro”, explicou ainda.

O autor sustenta que a atuação sobre a sinalização do composto GMPc parece ser uma boa estratégia de prevenção em pacientes em alto risco de desenvolverem cancro colorretal, sendo que os próximos passos consistirão efetivamente em conduzir ensaios sobre aquela população.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cancer Prevention Research”

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