Ver demasiada televisão duplica risco de morte prematuraNotícias de Saúde

Domingo, 29 de Junho de 2014 | 36 Visualizações

Pessoas que estão três ou mais horas por dia em frente à televisão podem ser duas vezes mais propensas a morrer prematuramente, revela um estudo, publicado no Journal of the American Heart Association, que descreve os potenciais riscos de uma vida sedentária, os quais inclui hipertensão, cancro, obesidade e problemas cardíacos.

“As nossas descobertas são consistentes com outros estudos anteriores, os quais associam o tempo em frente à televisão a uma mortalidade prematura”, afirma Miguel Martinez-Gonzalez, autor do estudo e director do departamento de Saúde Pública na Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha).

Os cientistas acompanharam, durante um período de oito anos, 13,284 voluntários saudáveis – 60 por cento dos quais eram mulheres -, com uma idade média de 37 anos.

Os resultados revelaram que quem passava mais de três horas por dia a ver televisão era duas vezes mais propenso a morrer mais cedo, sendo a causa mais comum de morte o cancro, que matou 46 pessoas. Outras causas mataram 32 voluntários e 19 morreram com problemas cardiovasculares.

Arquivo: unav.edu

Prof. Miguel Ángel Martínez González

De acordo com a equipa responsável pelo estudo, o objectivo não é provar que a televisão foi a responsável por estas mortes prematuras, apenas que uma associação pode ser encontrada, inclusive quando os cientistas ajustaram a pesquisa a outros factores potencialmente relacionados.

“As nossas descobertas sugerem que os adultos devem aumentar a sua actividade física, evitar longos períodos de sedentarismo e reduzir o tempo passado em frente à televisão para não mais que uma a duas horas por dia”, explicou Martinez-Gonzalez.

Ninguém sabe ainda o porquê de haver diferenças entre ver televisão e outras actividades, sendo necessária a realização de mais estudos para perceber por que o acto de ver televisão aumenta o risco de morte prematura. Martinez-Gonzalez pretende, por isso mesmo, acompanhar os participantes e tentar decifrar as razões para as altas taxas de morte prematura.

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Referência
Journal of the American Heart Association