Vacina para Alzheimer de início tardio possivelmente mais próximaNotícias de Saúde

Sexta, 21 de Dezembro de 2018 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: The Independent

Uma equipa de investigadores conseguiu neutralizar o que acreditam ser o fator principal no desenvolvimento da doença de Alzheimer de início tardio.
 
 achado efetuado pela equipa da Universidade do Texas Southwestern, EUA, poderá abrir caminho para o desenvolvimento de um fármaco que possa ser administrado antes dos 40 anos de idade e potencialmente prevenir a doença nos adultos em risco.
 
A apolipoproteína E (ApoE) é fundamental no transporte de colesterol, permitindo a reconversão de lípidos e a reparação de danos cerebrais. Esta proteína apresenta três formas principais, conhecidas como ApoE2, ApoE3 e ApoE4. 
 
As pessoas que expressam a proteína ApoE4 têm um risco até 10 vezes superior de desenvolverem Alzheimer em relação a indivíduos que apresentam as outras formas desta proteína. A ApoE4 promove a acumulação da proteína beta-amiloide, a causadora das características placas observadas em cérebros com a doença.
 
A Alzheimer de início tardio perfaz entre 50 a 80% dos casos da doença e é normalmente diagnosticada após os 65 anos de idade. 
 
Segundo, Joachim Herz, autor principal do estudo, o objetivo central da investigação é evitar que a doença se manifeste. O bloqueio atempado do processo associado à ApoE4 pode prevenir a Alzheimer de início tardio em muitas pessoas, observou o investigador. 
 
Nos neurónios, a ApoE4 liga-se a uma família específica de recetores – Apoer2 que se encontram na fenda sináptica entre os neurónios. Ambos, ApoE4 e Apoer2, entram na célula dentro de vesículas conhecidos como endossomas. Normalmente, o recetor Apoer2 é rapidamente reciclado e retorna à superfície da célula. Mas este processo de reciclagem atrasa-se em indivíduos que expressam a forma ApoE4.
 
Por sua vez, verificou-se que a redução do pH por inibição da NHE6 no endossoma impede o processo de precipitação da ApoE4 e permite a reciclagem de Apoer2. 
 
Portanto, segundo o investigador, o desenvolvimento de um medicamento inibidor da NHE6 é uma forma potencial de evitar que a doença se manifeste: ‘’se conseguirmos impedir o processo ApoE4. atempadamente, poderemos conseguir prevenir a Alzheimer de início tardio de uma vez em muitas pessoas, sendo que nunca ficarão doentes”.
 
A abordagem da equipa trava, portanto, o processo de degeneração geral numa fase mais precoce, antes da formação de agregados de proteína Tau e beta-amiloide. 

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Referência
Estudo publicado na revista “eLife”

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