Vacina contra a Alzheimer poderá estar mais próximaNotícias de Saúde

Segunda, 26 de Novembro de 2018 | 133 Visualizações

Fonte de imagem: Do First

Uma equipa de investigadores poderá ter dado mais um passo na senda da descoberta de uma vacina contra a doença de Alzheimer.
 
Roger Rosenberg, da Faculdade de Medicina Northwestern da Universidade do Texas, EUA, e equipa desenvolveram uma vacina que é injetada na pele e provoca uma resposta imunitária que reduz a acumulação das proteínas beta-amiloide e tau. Como se sabe, acha-se que estas proteínas estarão envolvidas na doença.
 
“Este estudo é o culminar de uma década de investigação que demonstrou repetidamente, em modelos animais, que esta vacina pode atuar, eficaz e seguramente, sobre o que achamos ser a causa da doença de Alzheimer”, avançou o investigador. “Acredito que estejamos perto de testar este tratamento em pessoas”, acrescentou.
 
Estudos anteriores tinham demonstrado que a introdução de anticorpos nas proteínas amiloides fazia reduzir significativamente a acumulação das mesmas, o que levou ao desenvolvimento de uma vacina. No entanto, a mesma causou inflamação no cérebro de 6% dos participantes, tornando-a inviável. 
 
Desde essa altura, tem-se investigado uma forma de produzir anticorpos que se liguem às proteínas da Alzheimer sem desencadear a resposta dos linfócitos-T que causa inflamação no cérebro.
 
A equipa de Roger Rosenberg tentou uma nova abordagem: injetar a codificação do ADN da amiloide na pele, em vez de no músculo. As células injetadas criaram uma cadeia de três moléculas de beta-amiloide (ab42).
 
Esta cadeia molecular desencadeou uma resposta imunitária que gerou anticorpos, os quais atuaram sobre a ab42. Os anticorpos preveniram a acumulação de placas de amiloide e, indiretamente, de tau. 
 
A vacina produziu, em ratinhos, uma redução de 40% na amiloide e de até 50% na tau. Não foram detetadas reações imunitárias adversas. 
 
Os autores observaram que como a Alzheimer aparece normalmente numa idade avançada, mesmo pequenos atrasos no desenvolvimento da doença podem fazer uma diferença substancial.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Alzheimer's Research & Therapy”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados