Universitários associam a perceção do estado de saúde à alimentaçãoNotícias de Saúde

Domingo, 23 de Junho de 2019 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: fepimgas

Um estudo realizado por estudantes da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) concluiu que a maioria dos estudantes universitários acredita que o seu estado de saúde está relacionado com os alimentos que ingere.
 
Em entrevista à agência Lusa, Pedro Cunha, um dos responsáveis pela investigação, explicou que o estudo surgiu da "falta de informação" sobre a autoperceção de saúde dos estudantes universitários.
 
"A maioria dos estudos sobre este tópico concentra-se em idosos e não em jovens adultos", afirmou, acrescentando que o estudo teve como objetivo “perceber quais os principais determinantes das escolhas alimentares” dos estudantes e como é que essas escolhas se relacionavam com o índice de massa corporal (IMC) e a autoperceção de saúde.
 
O estudo, que envolveu cerca de 400 estudantes da Universidade do Porto (UP), entre os 17 e 36 anos, concluiu que 47% dos participantes determinam as suas escolhas tendo em conta "um padrão alimentar saudável", 44% pelo sabor dos alimentos, 38% pela qualidade ou frescura, 37% pelo preço e 35% por questões associadas à rotina.
 
"A ingestão alimentar é passível de ser associada à autoperceção do estado de saúde, ou seja, não se trata de uma variável independente. O que nós comemos pode moldar a forma como nos sentimos e vice-versa", apontou.
 
O estudo avança ainda que os “maiores valores” de autoperceção do estado de saúde no seio dos universitários está associado à ingestão frequente de peixes, legumes, fruta e hortaliças.
 
À Lusa, o estudante adiantou que o estudo permitiu também concluir que os valores mais altos de IMC se relacionam com a "apresentação dos alimentos e das embalagens", seguindo-se de uma "dieta prescrita", o que fez o grupo "levantar a hipótese de que pode existir uma espécie de ciclo".
 
"A motivação para uma melhor perceção do estado de saúde pode diretamente modelar a alimentação dos jovens para um padrão mais saudável", referiu, adiantando que o objetivo do grupo passa agora por tentar "definir uma estratégia para melhorar a alimentação dos estudantes".

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Referência
Estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

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