Uma solução para as perigosas baixas de açúcar na diabetes?Notícias de Saúde

Quarta, 10 de Abril de 2019 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: HealthcareMagic

Os pacientes com diabetes que usam insulina para controlar os índices de açúcar no sangue poderão futuramente tratar e mesmo prevenir os perigosos episódios de baixas de açúcar, conhecidos como hipoglicemia.
 
Se um diabético receber demasiada insulina pode experienciar um episódio de hipoglicemia, que causa sonolência e tonturas. Se os níveis de açúcar continuarem a descer, podem causar confusão, convulsões e mesmo perda de consciência. 
 
Um episódio grave de hipoglicemia pode ainda aumentar o risco de episódios subsequentes e diminuir a perceção do paciente de sintomas e baixas de açúcar no sangue.
 
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Saint Louis, EUA, tinha já descoberto uma nova proteína denominada neuronostatina. 
 
Esse estudo apurou que a proteína neuronostatina oferece proteção contra a hipoglicemia, fazendo com que o pâncreas liberte menos insulina e produza mais glucagon, uma hormona que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue. 
 
No estudo atual, a equipa injetou neuronostatina em ratinhos. Como resultado, deu-se um aumento do açúcar no sangue dos roedores. 
 
A equipa observou ainda, em tecido de pâncreas humano, que este libertava mais neuronostatina sempre que os níveis de açúcar se encontravam baixos, e que a neuronostatina aumentou com o tratamento com glucagon.
 
Sendo assim, a neuronostatina poderá, segundo a equipa, constituir um potencial alvo terapêutico para o tratamento e prevenção da hipoglicemia em pacientes com diabetes.  
 
“A neuronostatina é um fator verdadeiramente novo e tudo o que descobrimos sobre o mesmo leva-nos cada vez mais para o seu potencial terapêutico”, disse Stephen Grote, coautor do estudo. 
 
“Consideramos que estudar a neuronostatina poderá finalmente revelar uma forma de a usar para ajudar a prevenir e reverter os ciclos viciosos de hipoglicemia, ajudando o organismo a responder de forma apropriada ao nível baixo de açúcar com mais glucagon”, acrescentou. 

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Referência
Estudo publicado na revista “The FASEB Journal”

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