Uma melhor vacina contra a salmonela para breve?Notícias de Saúde

Sexta, 28 de Setembro de 2018 | 2 Visualizações

Fonte de imagem: poradnikzdrowie.pl

Uma equipa de investigadores descobriu que células oferecem maior proteção contra as infeções por salmonela, o que significa um enorme avanço no desenvolvimento de uma vacina mais eficaz e segura contra a bactéria que mata cerca de 1 milhão de pessoas por ano.
 
O achado foi da equipa liderada por Stephen McSorley da Universidade da California em Davis, EUA e foi o resultado de um estudo que avaliou a diferença, em ratinhos, entre linfócitos T de memória circulantes e não-circulantes em oferecer imunidade contra as infeções por salmonela.
 
“Aquilo em que toda a gente se tem focado em imunologia, não apenas na abordagem à salmonela, mas a todas as doenças infeciosas nos últimos 50 anos ou parecido, tem sido respostas de anticorpos e de linfócitos T”, lembrou o líder do estudo.
 
“O que não se tinha visto até muito recentemente é que existem na verdade duas categorias diferentes de linfócitos T – os que circulam através dos tecidos no organismo e os que nunca se movem e são conhecidos como residentes dos tecidos ou células de memória não-circulantes”, acrescentou Stephem Mc Sorley.
 
O investigador admite que os linfócitos T de memória não-circulantes, que foram recentemente descobertos, são muito eficazes e que poderão constituir a base de vacinas contra muitos agentes patogénicos.
 
Portanto, a equipa procurou melhor perceber o potencial dos linfócitos T de memória não-circulantes contra novas infeções pela bactéria Salmonella Typhi, uma estirpe que causa febre tifoide. Outras estirpes da bactéria causam gastroenterite ou salmonelose invasiva não-tifoide. Ambas as doenças podem ser fatais.
 
Os investigadores transferiram linfócitos T de memória circulantes e não-circulantes para ratinhos naïve (nunca expostos à bactéria), tendo usado marcadores fluorescentes para identificarem quais dos tipos de linfócitos T ofereciam proteção contra a infeção. 
 
Foi observado que a proteção mediada por vacina requer uma população de linfócitos T de memória não- circulantes, o que significa que gerar estas células construirá a base de futuras vacinas contra aquele tipo de infeções, as quais podem ser desastrosas na população de países com pouco acesso a cuidados médicos, nomeadamente na África e Ásia.

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Referência
Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

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