Uma boa alimentação previne atrofia cerebral em idososNotícias de Saúde

Terça, 22 de Maio de 2018 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: Dr. Michael Murray

Os adultos mais velhos que seguem uma alimentação semelhante à dieta mediterrânica, com peixe, legumes e frutos de casca rija, poderão apresentar um volume cerebral maior, indicou um estudo.   
 
Conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Medicina da Universidade Erasmus, Holanda, o estudo contou com a participação de 4.213 adultos na Holanda, com uma mediana de idades de 66 anos e sem demência.
 
Os participantes completaram questionários nos quais tinham que indicar a frequência do seu consumo de 400 alimentos no último mês. A equipa baseou a qualidade da alimentação nas diretrizes holandesas, tendo analisado o consumo dos seguintes grupos de alimentos: peixe, legumes, fruta, frutos de casca rija, lacticínios, chá, cereais integrais, leguminosas, gorduras não saturadas e óleos de gorduras totais, carne vermelha e processada. Bebidas açucaradas, álcool e sal.
 
Uma alimentação de qualidade foi considerada como incluindo legumes, peixe, fruta, frutos de casca rija, cereais integrais, lacticínios e muito poucas bebidas açucaradas. Os investigadores classificaram a qualidade da dieta de cada participante com uma escala de zero a 14. A média de classificação foi de sete.
 
Após terem tido em consideração vários fatores, como fumar e atividade física, a média total do volume cerebral dos participantes foi de 932 mililitros. Foi observado que uma maior pontuação na classificação da alimentação dos participantes estava associada a um volume cerebral total maior do que o dos participantes que tinham tido uma pontuação baixa para a sua dieta.
 
Como termo de comparação, ter um volume cerebral que seja 3,6 milímetros menor é equivalente a um ano de envelhecimento. 
 
Finalmente, a equipa avaliou ainda o volume cerebral dos participantes que seguiam uma dieta mediterrânica, também rica em legumes, peixe e frutos de casca rija e observou que os volumes cerebrais eram semelhantes aos dos participantes que seguiam as diretrizes alimentares holandesas. 

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Referência
Estudo publicado na “Neurology”

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