Um quarto dos trabalhadores chamados a junta médica considerados aptos a trabalharNotícias de Saúde

Quarta, 16 de Janeiro de 2019 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: The Doctor Weighs In

Cerca de um quarto dos trabalhadores que estão de baixa por doença e que são chamados a juntas médicas são considerados aptos a trabalhar, disse o ministro do Trabalho, considerando que o valor “tem-se mantido estável”.
 
Vieira da Silva falava em resposta a uma questão da Lusa sobre o aumento da despesa com os subsídios de doença verificado nos últimos anos.
 
Segundo o governante, neste momento, cerca de “25%” dos trabalhadores que são chamados a juntas médicas “são considerados aptos para voltar para o trabalho”, o que não significa que sejam situações de fraude, salientou.
 
“Quando uma pessoa vai a uma junta médica, os médicos não vão dizer que a pessoa não esteve doente quando foi chamada. Só vão dizer se naquele momento elas estão em condições de voltar ou não ao trabalho”, reforçou o governante.
 
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social acrescentou que o aumento da despesa com subsídios por doença nos últimos anos explica-se sobretudo com o crescimento do emprego.
 
“Estamos estabilizados do ponto de vista da incidência do absentismo por razões de doença”, disse Vieira da Silva, salientando, porém que há regiões ou setores onde “a percentagem é talvez mais intensa do que a que seria desejável”, sem adiantar exemplos.
 
Questionado sobre as alterações anunciadas há mais de um ano com o objetivo de fiscalizar as baixas por doença, o ministro disse que o Governo continua a trabalhar nesse sentido, sublinhando, porém, que é um processo complexo.
 
"Estamos a trabalhar e a desenvolver outros critérios que têm a ver com indicadores de risco em setores de atividade com a trajetória de cada um, mas é um processo mais complexo do que aquela métrica que temos que é aos 30 dias todos termos de ser chamados [a junta médica]", defendeu Vieira da Silva.
 
“O Governo não está satisfeito com os resultados obtidos nesse combate [à fraude nas baixas por doença] e vai melhorá-lo, aprofundá-lo e eventualmente mudar face ao modelo dos últimos anos”, afirmou Vieira da Silva na altura.

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