Úlceras poderão ser detetadas com molécula fluorescenteNotícias de Saúde

Segunda, 13 de Janeiro de 2014 | 55 Visualizações

Bactéria Helicobacter Pylori

Investigadores portugueses e dinamarqueses desenvolveram uma técnica inovadora e não invasiva para o diagnóstico das úlceras que se baseia em tornar fluorescente a bactéria causadora desta condição, revela um estudo publicado na revista “Plos One”.

Todos os anos, muitos indivíduos são submetidos a exames para a deteção da presença de úlceras. Este exame envolve a introdução de um instrumento até ao estômago e a colheita de uma amostra do estômago , tendo o paciente que esperar que a amostra seja analisada antes de o médico poder fornecer informação sobre a possível presença de úlcera.

A técnica agora desenvolvida pelos investigadores da Universidade do Porto e da Universidade do Sul da Dinamarca poderá, no futuro, detetar as úlceras de forma instantânea. Assim, o desconforto do paciente poderá ser diminuído e o médico poderá dar um diagnóstico precoce. “Um diagnóstico precoce não impede apenas o desenvolvimento de úlceras, como também impede o desenvolvimento de cancro”, explicou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Sílvia Fontenete.

As úlceras são muitas vezes causadas pela bactéria Helicobacter pylori. Os investigadores já tinham conseguido marcar amostras de estômago infetados com a bactéria de verde fluorescente. A inovação neste estudo é conseguiur marcar na mesma as bactérias causadoras das úlceras sem ser necessário a recolha de amostras do estômago, sendo apenas necessário a utilização um microcâmara para as visualizar.

Os investigadores realizaram estas experiências em tecidos artificiais que mimetizavam aqueles presentes na parede do estômago humano. “Acreditamos que o mesmo aconteça num estômago real”, defendeu a investigadora portuguesa.

De forma a conseguirem obter estes resultados, os investigadores tiveram de criar uma molécula que fosse capaz de detetar a Helicobacter pylori, e que funcionasse a uma temperatura de aproximadamente 37ºC num ambiente extremamente ácido.

Os investigadores acreditam que este é um método credível, simples e rápido para a deteção e localização da Helicobacter pylori, o qual poderá ser potencialmente utilizado em aplicações in vivo tanto para este como para outros microrganismos.

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Autor
Estudo publicado na revista “PLoS ONE” / Alert
Referência
Investigadores da Universidade do Porto e da Universidade do Sul da Dinamarca

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