TV e internet associados a insónia e depressão em adolescentesNotícias de Saúde

Quinta, 07 de Junho de 2018 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: LSE Blogs

Um novo estudo indicou uma associação entre os adolescentes que passam mais tempo diariamente em frente a ecrãs e sintomas de insónia e sonos mais curtos.
 
O estudo que foi conduzido por Xian Stella Li e Lauren Hale da Universidade Stony Brook, EUA, em colaboração com colegas de outras universidades norte-americanas, demonstrou que para a troca de mensagens nas redes sociais, navegação na internet e ver TV e filmes, os sintomas de insónia e a duração do sono mediavam a associação entre as atividades com ecrãs e sintomas de depressão.
 
Para chegarem àquela ligação, os investigadores analisaram dados de 2.856 adolescentes, com uma mediana de idade de 15,63 anos e que tinham participado numa sondagem sobre o bem-estar das crianças de famílias frágeis. 
 
As sondagens contemplavam dados sobre características do sono: dois sintomas de insónia (problemas para adormecer, problemas para permanecer a dormir), duração habitual do sono noturno, e sintomas depressivos.
 
Os adolescentes relataram a quantidade e horas passadas diariamente com quatro atividades baseadas em ecrãs: troca de mensagens nas redes sociais, navegação na internet, ver TV e filmes e jogos.
 
Como resultado, foi observado que mais tempo passado com cada atividade com ecrãs foi associado a mais sintomas de insónia e menor duração do sono, o que por sua vez foi associado a sintomas depressivos.
 
“As taxas mais elevadas de sintomas depressivos nos adolescentes poderão ser parcialmente explicadas pelo uso omnipresente de atividades baseadas em ecrãs, que poderão interferir com o sono reparador de alta qualidade”, avançou Xian Stella Li.
 
“Estes resultados sugerem que os pais, educadores e profissionais de saúde deveriam considerar educar os adolescentes e regular o tempo que passam com os ecrãs. Como possíveis intervenções para melhorar a saúde do sono e reduzir a depressão”, concluiu Lauren Hale, investigadora principal do estudo. 

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Referência
Estudo apresentado no Congresso SLEEP 2018

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