Tumor cerebral: agente quimioterápico reduz resistência à terapia viralNotícias de Saúde

Sexta, 14 de Novembro de 2014 | 57 Visualizações

Uma equipa internacional de investigadores descobriu que um agente quimioterápico, a ciclofosfamida, pode melhorar o sucesso da terapia viral oncolítica em pacientes com gliomas malignos, um tipo de tumor cerebral, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Research”.
 
A terapia viral oncolítica é uma abordagem terapêutica inovadora que utiliza vírus que atingem e matam as células cancerígenas. Os vírus podem ser modificados de forma a atingirem determinadas células cancerígenas ou transportarem genes modificados como forma de terapia.
 
Os estudos pré-clínicos realizados com este tipo de terapia no âmbito do tratamento do glioma maligno têm produzido resultados promissores. No entanto, o problema deste tipo de abordagem é que o sistema imune deteta o vírus e elimina-o, o que faz com que esta terapia tenha efeitos terapêuticos reduzidos.
 
Neste estudo, os investigadores do Moffitt Cancer Center e da Universidade de Calgary, no Canadá, utilizaram um modelo de ratinho com um sistema imunológico intacto para mimetizar o que poderia ocorrer nos humanos e determinar como este sistema elimina os vírus oncolíticos.
 
O estudo apurou que área que cerca os gliomas malignos tem um elevado número de células imunes denominadas células microgliais e macrófagos. A infeção com vírus oncolíticos faz com que ocorra um influxo substancial de mais células imunes no ambiente tumoral. Os macrófagos residentes no tumor e as células imunes recrutadas são muito importantes no processo de eliminação dos vírus oncolíticos e, consequentemente, na inibição dos seus efeitos terapêuticos.
 
Os investigadores acreditavam que o bloqueio das células imunes resistentes e infiltradas no cérebro poderia fazer com que os vírus oncolíticos matassem as células malignas do glioma. Para testar esta hipótese, os ratinhos foram tratados com o vírus oncolítico e com um fármaco imunossupressivo, a ciclofosfamida. Verificou-se que esta combinação bloqueou significativamente o influxo das células imunes e aumentou a sobrevivência.
 
“Esperamos que esta combinação seja levada a ensaios clínicos, nos próximos cinco anos. Estamos muito entusiasmados com esta descoberta”, conclui o líder do estudo, Peter A. Forsyth.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Cancer Research”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados