Tudo o que deve saber sobre o relógio biológicoNotícias de Saúde

Terça, 08 de Novembro de 2016 | 126 Visualizações

Fonte de imagem: Doutíssima

O relógio biológico não dá apenas o tic-tac quando uma mulher se sente pronta para abraçar a maternidade.

O relógio circadiano é o período de 24 horas em que se baseia o ciclo biológico de cada pessoa. A luz natural do dia é a principal fonte de informação e aquilo que irá ditar a forma como o relógio biológico vai atuar.

Como já lhe explicámos, o relógio biológico não dá apenas o tic-tac quando uma mulher se sente pronta para abraçar a maternidade. O relógio biológico é muito mais do que isso e deve ser levado a sério, mais a sério do que o relógio de pulso. Porquê? Porque é ele que dita as horas para tudo e mais alguma coisa… mas não só.

O relógio circadiano dita o quanto uma pessoa se sente bem de dia e/ou de noite e é ainda uma forma de ditar a qualidade de saúde de cada um. Acha que sabe tudo sobre o seu relógio biológico? Possivelmente não, mas a revista Prevention desfaz todas as dúvidas.

Facto 1 – A mudança de hora traz consequências. A alteração dos ponteiros do relógio para a hora de inverno traz "mais riscos que benefícios" devido à "súbita exigência de mudança" do "tempo interno" das pessoas, como advertiu o presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono.

Facto 2 – O jet lag é uma consequência do desregulamento do relógio biológico. Se a mudança de apenas 60 minutos é já o suficiente para arruinar a qualidade de vida de uma pessoa num curto espaço de tempo, o que dizer de alterações de mais de duas ou três horas.

Facto 3 – Todas as pessoas têm um relógio circadiano, mas este nunca é igual. Aqui, entram as pessoas que preferem o dia e aquelas que preferem a noite. Esta não é uma escolha que tem por base os gostos e o feitio de cada um, é uma escolha que nasce das necessidades orgânicas da pessoa, necessidades essas ditadas pelo relógio biológico.

Facto 4 – O relógio biológico das mulheres tende a preferir o dia. Um estudo de 2013 revela que as mulheres tendem a preferir o dia à noite, podendo mesmo ser consideradas madrugadoras natas.

Facto 5 – A luz natural tem um tremendo impacto no funcionamento do relógio circadiano. Como lhe escrevemos acima, a luz natural tem um impacto tremendo no funcionamento correto do relógio biológico, contudo, este é facilmente desregulado com as luzes artificiais de televisores, computadores e dispositivos móveis, daí que o uso destes equipamentos à noite interfira diretamente com a qualidade de sono.

Facto 6 – A melhor forma de beneficiar o relógio biológico é vivendo em torno do sol. Na prática, diz a revista, as pessoas devem deitar-se para dormir quando o sol se põe e devem acordar quando o sol nasce. A isto a ciência chama de ‘iluminação paleo’, algo que pode ainda ser reforçado com uma alimentação ao estilo paleolítico e que é conhecida por nutrir o organismo apenas com aquilo que é necessário.

Facto 7 – A prática de exercício físico interfere com o relógio circadiano. Como indicou um estudo de 2012, existe, na verdade, uma hora indicada para se treinar, sendo o final do dia o momento mais indicado para correr, contudo, tudo depende do organismo de cada pessoa e algumas precisam mesmo de treinar de manhã. Dar ouvidos ao corpo é o mais importante.

Facto 8 – A falta de luz solar afeta o relógio circadiano e deixa as pessoas tristes. A tristeza sazonal existe mesmo e as pessoas tendem a sentir-se mais em baixo no outono e no inverno porque a intensidade da luz solar é menor e o relógio biológico não funciona na sua plenitude.

Facto 9 – A moleza depois do almoço é culpa do relógio biológico. Diz a publicação que o relógio biológico começa a perder intensidade cerca de oito horas após a pessoa acordar, o que faz com que sejam frequentes as sensações de moleza e desconcentração à tarde.

Facto 10 - É de manhã que as viroses mais atacam. E se lhe dissermos que é também o relógio biológico que dita a capacidade de o organismo lutar contra agressões externas? Pois bem, este estudo indica que é de manhã que devem ser tomadas as vacinas contra vírus.

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Referência
Daniela Costa Teixeira