Tromboembolismo e cancro: prevenção deve ser melhoradaNotícias de Saúde

Quarta, 02 de Abril de 2014 | 54 Visualizações

A prevenção do tromboembolismo venoso, segunda causa de morte do doente oncológico, deve ser melhorada em Portugal e é necessário um “registo mais adequado” deste problema a nível nacional, dá conta um estudo apresentado em Évora.

Estes resultados são fruto de um inquérito realizado a profissionais de Saúde da área de Oncologia, de norte a sul do país, pelo Grupo de Estudos do Cancro e Trombose.

O inquérito apresentado também serviu para analisar a perceção dos profissionais de Saúde face ao tromboembolismo, explicou à agência Lusa o diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Sérgio Barroso.

De acordo com o especialista, foram obtidas “mais de 100 respostas”, o que constitui “uma amostragem muito importante relativamente às várias instituições e formas de lidar com esta situação”.

“Este tema do tromboembolismo venoso é muito importante porque é a segunda causa de mortalidade no doente oncológico, a seguir ao próprio tumor”, realçou.

Esta patologia consiste na “formação de um coágulo sanguíneo ao nível do sistema circulatório, particularmente do sistema venoso, que faz com que a circulação fique alterada. Se os coágulos vão para o coração, pulmão ou cérebro, podem conduzir a situações muito graves, como a morte, porque a circulação fica obstruída”, explicou o médico, alertando que o risco é maior nos doentes oncológicos, em comparação com outros doentes.

O inquérito apurou que os profissionais de Saúde estão informados sobre esta situação, mas “existem áreas” em que “é preciso melhorar e definir uma estratégia para uma atuação diferente”.

Indicando que “é muito importante” que se consiga “ter um registo mais adequado a nível nacional deste tipo de problema”, sendo esta uma área com “espaço para uma melhoria importante”.

O estudo sugere ainda que apesar de os profissionais de Oncologia estarem sensibilizados para o tromboembolismo, é preciso apostar mais na prevenção, não só no tratamento.

“Muitas vezes, o que acontece é que os profissionais atuam quando a situação aparece, mas há claramente uma dificuldade ainda na antecipação, na prevenção desse evento”, apontou.

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Autor
Lusa / Alert Science
Referência
diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Sérgio Barroso

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