Tratamentos mais personalizados na oncologia em debateNotícias de Saúde

Sexta, 27 de Abril de 2018 | 27 Visualizações

Fonte de imagem: Cancer Meeting

Investigadores, oncologistas e representantes da indústria reuniram-se no XXV Porto Cancer Meeting (PCM) para analisar os avanços na área da imuno-oncologia que têm demonstrado um “impacto relevante” no controlo da doença oncológica, anunciou a agência Lusa.
 
Os diferentes desenvolvimentos da imuno-oncologia “permitem personalizar, isto é, aplicar a cada doente a versão terapêutica mais adequada à sua situação concreta. De forma simplificada, pode dizer-se que a imuno-oncologia veio personalizar a chamada medicina de precisão”, explicou Sobrinho Simões, presidente do Ipatimup e vice-diretor do i3S.
 
O PCM foi nesta edição subordinado ao tema “Cancer Wars: The Immune Force Awakens”.
 
Na base da imuno-oncologia, explica a organização, está a “utilização de estratégias terapêuticas que ativam o sistema imunitário do doente, que atua como mecanismo de combate às células neoplásicas”.
 
Apesar dos recentes avanços científicos, que levaram a uma melhor compreensão dos mecanismos que regulam a interação entre o sistema imunitário e o cancro, “existem ainda obstáculos importantes no campo da imuno-oncologia, nomeadamente a necessidade de desenvolver medicamentos que sejam consistentemente eficazes na maioria dos doentes e nos diferentes tipos de cancro”, salientou o oncologista Júlio Oliveira.
 
É igualmente fundamental, acrescentou, “prever de forma mais precisa a resposta ao tratamento, encontrando biomarcadores e integrando-os na prática clínica, superar os mecanismos de resistência à imunoterapia e desenvolver medicamentos inovadores”.
 
O especialista mencionou ainda a necessidade de “estudos clínicos que permitam otimizar estratégias terapêuticas, por exemplo, mediante a combinação de imunomodeladores com terapias celulares ou com tratamentos antineoplásicos já conhecidos”.
 
O primeiro PCM realizou-se em 1992 e “durante este período, testemunhámos a aplicação à oncologia de uma série de ‘novidades’, desde a medicina baseada na evidência até, mais recentemente, a medicina de precisão a partir da capacidade de articular a genómica com os ‘big data’”, sustentou o presidente do Ipatimup.

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Referência
Temática abordada no Porto Cancer Meeting