Tratamento para as úlceras de pressão em desenvolvimentoNotícias de Saúde

Terça, 05 de Fevereiro de 2019 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: Nurse

Quatro docentes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) integram um consórcio luso-brasileiro que está a desenvolver um tratamento para feridas da pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea, anunciou a agência Lusa.
 
A equipa de trabalho está reunida em Coimbra para realizar as primeiras análises laboratoriais. O objetivo é desenvolver um tratamento inovador para as feridas da pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea, denominadas úlceras de pressão.
 
As úlceras de pressão são habitualmente tratadas com hidrocolóides - pensos que fazem a regeneração da pele e que são produzidos com "material de alto custo", explica Ana Angélica Macêdo, coordenadora do projeto e docente do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), no Brasil.
 
O objetivo do consórcio passa por encontrar uma solução mais económica através da extração de polissacarídeo da semente Adenanthera pavonina L., acrescenta a investigadora.
 
"O objetivo principal é o de que, no final, tenhamos um produto inovador e eficaz para úlceras de pressão para patentear e comercializar", assume.
 
Só no final da investigação será possível quantificar a poupança que este método representa, mas a utilização de "material vegetal biodegradável, abundante e de baixo custo" permite antecipar que os custos de produção serão reduzidos comparativamente aos métodos existentes, garante a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, em nota enviada à agência Lusa.
 
O projeto reúne uma equipa de especialistas multidisciplinar composta por três docentes brasileiros (do IFMA e da Universidade Federal do Maranhão), cinco estudantes bolseiros provenientes das instituições brasileiras e quatro docentes da ESTeSC: Ana Paula Fonseca e Jorge Balteiro (Departamento de Farmácia), Fernando Mendes (Ciências Biomédicas Laboratoriais) e Filipe Amaral (Ciências Complementares).
 
"Este consórcio caracteriza bem a investigação científica nos dias de hoje: multidisciplinar e transnacional, com diferentes conhecimentos, competências e aptidões, a trabalharem em conjunto para encontrar soluções para problemas na área da saúde e com forte impacto no indivíduo e na sociedade", resume o investigador português Fernando Mendes.

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