Tratamento do cancro do pulmão: novos avançosNotícias de Saúde

Domingo, 28 de Maio de 2017 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: University of Oxford

Uma equipa de investigadores descobriu uma forma de aumentar a resposta ao tratamento do cancro do pulmão, anunciou a agência Lusa.
 
Segundo a equipa da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (CESPU), a eficácia dos fármacos pode aumentar através da inibição de uma proteína necessária para a divisão das células normais, o que leva à autodestruição das células cancerígenas.
 
"Quando as células de linhas celulares de cancro do pulmão são impedidas de produzir a proteína 'spindly', estas passam a responder de forma mais eficiente ao paclitaxel", um medicamento usado em quimioterapia, explicou o professor Hassan Bousbaa, docente e um dos responsáveis pelo projeto.
 
A função do paclitaxel, segundo o investigador, é impedir o crescimento das células cancerígenas, uma vez que inibe a divisão celular, sendo aplicado em casos de cancro do pulmão, dos ovários e da mama, por exemplo.
 
Este estudo mostrou que a supressão da 'spindly' atrasa a saída mitótica (que se dá quando uma célula se divide mesmo na presença do fármaco que, em princípio, deveria inibir a sua divisão) e leva à autodestruição das células cancerígenas, quando tratadas com esse medicamento, explicou.
 
Sendo uma proteína necessária para a divisão das células normais, a sua supressão pode ter efeitos negativos, referiu o professor, acrescentando que também tem visto que o paclitaxel interfere com a divisão celular normal. Espera-se", no entanto, que estes efeitos "sejam revertíveis no fim do tratamento".
 
Com este projeto os investigadores pretendem "dar uma nova vida aos medicamentos mais usados e com uma longa história de sucesso no combate ao cancro, mas aos quais algumas células do cancro conseguem adaptar-se e sobreviver", referiu Hassan Bousbaa.
 
O objetivo, continuou o professor, "é impedir esta adaptação, ajudando estes medicamentos convencionais a combater melhor as células do cancro".
 
De acordo com o responsável, esta estratégia mostrou-se eficaz em células de cancro produzidas em laboratório, sendo o próximo passo o teste com animais, projeto que prevê iniciar em janeiro de 2018.

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Referência
Estudo conduzido pela Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário

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