Tratamento da infertilidade masculina à vista?Notícias de Saúde

Quarta, 13 de Fevereiro de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: ExpatWoman

Uma equipa de investigadores usou tecnologia de ponta para definir os tipos de células encontradas nos testículos de recém-nascidos e de adultos humanos. Isto abre caminho para novas estratégias de tratamento da infertilidade masculina através de células estaminais.
 
A produção de espermatozoides, conhecida como espermatogénese, permite que um homem normal gere mais de 1.000 espermatozoides por segundo. Esta produtividade é possível em parte graças a um tipo especial de células, as células estaminais espermatogoniais. 
 
As células espermatogoniais não foram ainda estudadas exaustivamente em humanos e até à data não se obteve grande sucesso com a produção deste tipo de células em laboratório.
 
Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, empregaram uma técnica conhecida como sequenciamento de RNA de células isoladas para melhor perceberem as células estaminais espermatogoniais e a formação dos espermatozoides. 
 
A equipa conseguiu ainda desenvolver ferramentas para isolar aquele tipo de células estaminais.
 
Segundo a equipa, este achado poderá abrir a possibilidade de se tratar a infertilidade masculina através do desenvolvimento de transplantes de células estaminais espermatogoniais.
 
“O sequenciamento de RNA de células isoladas determina a atividade de centenas de genes nos genomas de células isoladas”, explicou Miles Wilkinson, investigador neste estudo.
 
“Considerando que cada tipo de célula possui uma diferente combinação de genes ativos, esta técnica permite que sejam identificados novos tipos de células. Ao aplicar esta abordagem aos testículos, descobrimos muitos estádios diferentes de células precursoras de espermatozoides nos testículos humanos”, acrescentou. 
 
A equipa identificou vários subtipos de células que provavelmente incluíam células estaminais espermatogoniais. Os investigadores descobriram ainda células com as características das células estaminais espermatogoniais em recém-nascidos humanos, um tipo de células apenas necessário para gerar espermatozoides a partir da puberdade. 
 
A equipa especula que o facto de este tipo de células estar presente em recém-nascidos poderá significar que possui outras funções ainda desconhecidas. 
 
Finalmente, a equipa identificou os genes ativos noutras células que suportam as células estaminais espermatogoniais, um achado que poderá ajudar no desenvolvimento de cocktails de proteínas que promovam a proliferação daquele tipo de células em laboratório, em número suficiente para aplicação em contexto clínico. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Cell Reports”