Transtornos alimentares: sinais precoces identificadosNotícias de Saúde

Quarta, 03 de Julho de 2019 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Middle East Monitor

Poderá ser possível detetar precocemente os pacientes que sofrem de transtornos alimentares, indicou um estudo de grandes dimensões.
 
Os transtornos alimentares são as doenças mentais com a maior taxa de mortalidade, tanto por causas físicas como por suicídio. 
 
A anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno da compulsão alimentar periódica (do inglês “binge eating”) são algumas das doenças que pertencem ao grupo dos transtornos alimentares, doenças que afetam predominantemente as mulheres.
 
O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, demonstrou que os pacientes com transtornos alimentares apresentavam índices superiores de outras doenças e prescrições de certos fármacos nos anos que precediam o diagnóstico.
 
Jacinta Tan, investigadora que liderou o estudo, e equipa, contaram com processos clínicos eletrónicos anonimizados de 15.558 pacientes do País de Gales, que tinham sido diagnosticados com um transtorno alimentar entre 1990 e 2017.
 
Através da análise dos registos, foi observado que nos dois anos precedentes ao diagnóstico, os pacientes tinham tido uma maior incidência de outras doenças mentais como transtornos de personalidade, depressão e problemas com bebidas alcoólicas.
 
Os investigadores apuraram ainda que durante aquele período tinham-se registado mais acidentes, lesões e autolesões naqueles pacientes.
 
Finalmente, nos dois anos que tinham antecedido o diagnóstico, os pacientes com transtornos alimentares tinham recebido mais prescrições de fármacos para o sistema nervoso central (como antipsicóticos e antidepressivos), de fármacos gastrointestinais (para a prisão de ventre, problemas de estômago e outros) e de suplementos alimentares (como multivitaminas e ferro).  
 
A equipa concluiu que a procura de um ou de uma combinação dos fatores identificados poderá ajudar os médicos de clínica geral a identificarem os transtornos alimentares precocemente e, assim, melhorar os resultados para o paciente.

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Referência
Estudo publicado na “The British Journal of Psychiatry”

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