Topiramato na gravidez pode prejudicar o bebéNotícias de Saúde

Terça, 02 de Janeiro de 2018 | 44 Visualizações

Fonte de imagem: Today's Parent

Um novo estudo demonstrou que a toma de uma dose elevada de topiramato no primeiro trimestre de gravidez faz aumentar o risco de fissura labiopalatina no bebé.
 
O topiramato é um fármaco para prevenir as convulsões na epilepsia. É também usado para tratar o transtorno bipolar e como tratamento profilático da enxaqueca.
 
Para o estudo, Sonia Hernandez-Diaz da Faculdade de Saúde Pública T.H. Chan de Harvard, EUA, e equipa de investigadores investigaram dados clínicos de cerca de 1,4 milhões de mulheres que tinham dado à luz nados-vivos.
 
A equipa comparou as grávidas que tinham tomado topiramato durante o primeiro trimestre de gravidez, em várias doses, com as grávidas que não tinham tomado medicação para as convulsões e também com as que tinham tomado lamotrigina, outro fármaco para a epilepsia e transtorno bipolar.
 
No grupo do topiramato, com 2.425 gravidezes, o risco de o bebé nascer com uma fissura labiopalatina foi de 4,1 por cada mil. No grupo da lamotrigina, em 2.796 gravidezes o risco diminuiu para 1,5 por cada mil. Finalmente, no grupo de mulheres que não tomaram fármacos para as convulsões o risco foi de 1,1 por cada mil.
 
De forma geral, a equipa calculou que a toma de qualquer dosagem de topiramato fez aumentar o risco de fissura labiopalatina no bebé de forma significativa, em comparação com a toma de lamotrigina ou não tomar qualquer medicação para as convulsões. Mais, quanto mais elevadas as doses de topiramato, maior se tornou o risco.
 
“Embora o topiramato são seja recomendado nas mulheres grávidas, as gravidezes não planeadas são comuns, sendo que é importante investigar completamente qualquer risco possível”, avançou Sonia Hernandez-Diaz.
 
“O nosso estudo descobriu que nas grávidas que tomaram topiramato durante o primeiro trimestre, o risco de o bebé ter fissura labiopalatina era três vezes maior do que se a mãe não tomasse o fármaco”, acrescentou a investigadora.
 
A investigadora recomendou que os médicos procurem evitar prescrever doses elevadas de topiramato às mulheres em idade fértil, a não ser que os benefícios sejam claramente superiores aos riscos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Neurology”

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