Tomar ou não aspirina para reduzir o risco de primeiro ataque cardíaco?Notícias de Saúde

Sexta, 21 de Setembro de 2018 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: University of Oxford

Um estudo recente não conseguiu determinar se as pessoas com risco moderado de sofrerem um primeiro ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) deverão tomar uma aspirina diariamente como prevenção.
 
O estudo, conhecido como ARRIVE, foi conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Michael Gaziano do Hospital Brigham and Women’s, em Boston, EUA e teve como objetivo avaliar o efeito da toma de uma aspirina diária sobre o risco de ataques cardíacos, AVC ou hemorragias em pessoas com risco moderado daqueles eventos (risco de 20-30% em 10 anos).
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 12.546 pessoas, com uma mediana de idades de 63,9 anos e sem historial de eventos cardiovasculares, de várias instituições de cuidados de saúde primários em Espanha, Irlanda, Itália, Alemanha, Polónia e EUA. 
 
Todos os participantes apresentavam pelo menos dois fatores de risco cardiovascular como fumar, colesterol elevado e hipertensão.
 
Os participantes foram divididos em dois grupos de forma aleatória. Um dos grupos recebeu uma aspirina diária de 100 mg e o outro grupo recebeu um placebo. Os participantes foram monitorizados durante 60 meses relativamente à incidência, pela primeira vez, de AVC, enfarte do miocárdio, angina instável, ataque isquémico transitório e morte cardiovascular. 
 
A incidência de eventos cardiovasculares foi de 4,29% (269 pessoas) no grupo da aspirina, contra 4,48% no grupo do placebo (281 participantes). No grupo da aspirina ocorreram mais hemorragias, como se esperava.
 
“A aspirina não reduziu a ocorrência de eventos cardiovasculares importantes neste estudo. No entanto, houve menos eventos do que se esperava, o que sugere que esta era com efeito uma população de baixo risco. Isto pode ter sido porque alguns participantes estavam a tomar medicações para baixar a tensão arterial e os lípidos, o que os protege de doenças”. 
 
Os autores recomendam que a toma da aspirina seja decidida em conjunto com o médico, e considerando todos os benefícios e também riscos com a toma do fármaco.

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Referência
Estudo publicado na revista “The Lancet”

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