Tomar o pequeno-almoço ajuda a perder peso?Notícias de Saúde

Quarta, 13 de Fevereiro de 2019 | 10 Visualizações

Fonte de imagem: BBC

A toma do pequeno-almoço não aparenta ser uma boa estratégia para emagrecer e a falha daquela refeição não aparenta exercer o efeito contrário, concluiu um estudo.
 
A questão do efeito da toma ou não do pequeno-almoço sobre a manutenção de um peso saudável é uma questão já antiga, cujos estudos não têm oferecido resultados definitivos. Alguns dos estudos a favor do pequeno-almoço não têm em conta, por exemplo, alguns fatores que podem alterar os resultados; outros são conduzidos com uma amostra reduzida de participantes. 
 
O estudo atual, de uma equipa de investigadores da Universidade Monash em Melbourne, Austrália, teve como base a análise de 13 ensaios clínicos randomizados efetuados nos últimos 28 anos.
 
Os participantes nos ensaios apresentavam diferentes pesos corporais e eram consumidores habituais e não-habituais do pequeno-almoço. 
 
Alguns ensaios incidiam sobre os efeitos da toma ou não do pequeno-almoço e eventuais alterações no peso do corpo. Outros analisavam o impacto do pequeno-almoço sobre o aporte diário de energia. 
 
Os investigadores concluíram que não tomar o pequeno-almoço não fazia as pessoas sentirem mais fome do que o habitual. Da mesma forma, os resultados dos ensaios não demonstraram que tomar o pequeno-almoço ajudasse com a perda de peso devida a uma queima eficiente de calorias, e que prevenisse o consumo excessivo de alimentos numa altura mais avançada do dia.
 
Foi ainda detetado que as pessoas que não tomavam o pequeno-almoço pesavam, em média, menos 0,440 kg do que os outros.
 
Os investigadores concluíram que os resultados dos estudos analisados não provaram que incluir a toma do pequeno-almoço seja uma estratégia eficaz para perder peso.
 
“Embora tomar o pequeno-almoço regularmente possa ter outros efeitos importantes, é necessária cautela ao recomendar o pequeno-almoço para a perda de peso em adultos, pois poderá ter o efeito contrário”, afirmaram os autores do estudo. 

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Referência
Estudo publicado na “BMJ”

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