Tomar aspirina pode também evitar o cancro do fígadoNotícias de Saúde

Quarta, 25 de Outubro de 2017 | 162 Visualizações

Fonte de imagem: SamadiMD.

Uma equipa de investigadores descobriu que o uso regular de aspirina pode ajudar a diminuir o risco de cancro em pacientes com hepatite de tipo B.
 
Alguns estudos tinham já indicado que a aspirina pode reduzir o risco de cancro, mas poucos estudos se debruçaram sobre os efeitos deste fármaco contra o cancro do fígado.
 
Os investigadores liderados por Teng-Yu Lee Departamento de Gastroenterologia no Hospital Geral de Veteranos Taichung em Taiwan, conduziram assim um estudo de grande dimensão, em que analisaram dados de 204.507 pacientes com hepatite B, de uma base de dados do serviço nacional de saúde entre 1998 e 2012.
 
A equipa identificou 1553 pacientes que tinham recebido um tratamento diário com aspirina durante pelo menos 90 dias e que não tinham cancro do fígado antes de iniciarem o tratamento. Os pacientes foram comparados com outros 6.212, que não tinham recebido tratamento aspirina.
 
Os investigadores analisaram posteriormente a incidência de carcinoma hepatocelular, que é a forma de cancro do fígado mais comum, entre os participantes, durante cinco anos, e ainda o risco geral de desenvolverem cancro do fígado. 
 
Foi verificado que nos pacientes do tratamento com aspirina, a incidência de carcinoma hepatocelular era muito inferior, em comparação com os pacientes não tratados, com índices de incidência de 2,86% e de 5,59%, respetivamente.
 
O risco do desenvolvimento de carcinoma hepatocelular no espaço de cinco anos era inferior em 37% nos pacientes que tinham recebido o tratamento diário com aspirina, em comparação com os pacientes que não tinham recebido o tratamento.
 
Os investigadores concluíram que os resultados do estudo poderão ajudar os especialistas de hepatologia a tratar pacientes com infeção por hepatite B crónica no futuro, especialmente os que não podem receber tratamento antiviral. 
 
Estima-se que a hepatite B afete cerca de 257 milhões de pessoas no mundo inteiro. Em 2015 a infeção causou 887.000 mortes globalmente.

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Referência
Estudo apresentado no Congresso do Fígado 2017, Washington, EUA

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