Testada administração oral de insulina com microagulha que se dissolve no estômagoNotícias de Saúde

Terça, 12 de Fevereiro de 2019 | 37 Visualizações

Fonte de imagem: Expert Chikitsa

Cientistas testaram com sucesso a administração oral de insulina, através de uma microagulha contida numa cápsula, cuja ponta de insulina sólida se dissolve no estômago, divulgou a agência Lusa.
 
O novo dispositivo, criado com a finalidade de facilitar a toma da medicação, foi desenvolvido e testado por uma equipa de investigadores do Hospital Brigham, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos nos EUA, e da farmacêutica Novo Nordisk.
 
Numa experiência feita com cinco porcos, a equipa verificou que, após a administração oral das cápsulas com microagulhas com 0,3 miligramas de insulina humana, combinada com uma outra substância, o óxido de polietileno, os níveis de glicose no sangue baixaram para concentrações comparáveis às de insulina injetada subcutaneamente em cinco controlos.
 
Segundo os cientistas, não foram detetados sinais de lesões no estômago ou alterações na alimentação e nas fezes dos suínos.
 
Para criarem a cápsula - do tamanho de um mirtilo - que contém a microagulha que pode ser engolida e injetar a insulina no estômago sem causar aparentemente danos no organismo, os cientistas inspiraram-se na tartaruga-leopardo, nativa de África e cuja carapaça lhe permite endireitar-se quando se vira ao contrário.
 
Assim, dizem ter obtido uma forma para a cápsula que lhe possibilita “aterrar” no estômago sempre na mesma direção.
 
A ponta da microagulha, que está dentro da cápsula, é feita de insulina liofilizada (desidratada). A haste, que não penetra na parede do estômago, é biodegradável, tal como a cápsula.
 
Dentro da cápsula, a microagulha está “agarrada” a uma espécie de mola comprimida que se mantém posicionada no sítio devido a um disco feito de açúcar. Quando a cápsula é engolida, a água no estômago dissolve o açúcar, libertando a tal mola e a agulha é injetada na parede do estômago.
 
Na experiência, os cientistas observaram que a insulina demorou cerca de uma hora a entrar completamente na corrente sanguínea e sugerem que um dispositivo semelhante poderia ser utilizado para transportar medicamentos injetáveis como os imunossupressores, usados para tratar doenças inflamatórias como a artrite reumatoide.

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Referência
Estudo conduzido pelo Hospital Brigham, MIT e Novo Nordisk

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