Terapia hormonal ajuda a reduzir curvatura na colunaNotícias de Saúde

Sexta, 23 de Fevereiro de 2018 | 44 Visualizações

Fonte de imagem: NetDoctor

Além de reverter a perda óssea e ajudar a prevenir fraturas, a terapia hormonal poderá ainda reduzir o risco de cifose relacionada com a idade, indicou um estudo recente.
 
O estudo norte-americano Iniciativa da Saúde das Mulheres ("Women's Health Initiative”, no seu original em inglês) tinha indicado que o uso da terapia hormonal estava associado com uma redução no tisco de fraturas vertebrais.
 
A nova investigação, que foi conduzida por uma equipa de investigadores de várias instituições académicas norte-americanas, indicou que os benefícios daquele tratamento também se aplicam ao risco de uma mulher desenvolver hipercifose torácica que é uma curvatura exagerada na coluna que cria o que se conhece como coluna corcunda.
 
Devido ao facto de a hipercifose estar também associada à perda óssea e às fraturas vertebrais, os autores deste estudo especularam que a terapia hormonal poderia também ajudar a prevenir aquele problema.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com dados de mais de 9.700 mulheres com 65 anos ou mais de idade e que foram monitorizadas ao longo de mais de 15 anos. 
 
As participantes que relataram usar continuamente ou ter usado no passado a terapia hormonal apresentavam uma cifose menos pronunciada aos 80 anos e mais de idade, em comparação com as que nunca tinham usado o tratamento. 
 
Estes achados sugerem que a terapia hormonal poderá perfazer um tratamento precoce na pós-menopausa para as mulheres preocupadas com o risco de fraturas e problemas com a postura. A hipercifose está associada a uma função física debilitada, ao aumento no risco de quedas e de fraturas e à mortalidade precoce.
 
JoAnn Pinkerton, da Associação Norte-Americana da Menopausa, explicou que as mulheres que tinham usado desde cedo as terapias hormonais eram menos propensas a desenvolverem cifose relacionada com a idade e os benefícios protetores continuavam após terem parado o tratamento.

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Referência
Estudo publicado na revista “Menopause”