Terapia combinada para tumores do cérebro de baixo grau?Notícias de Saúde

Quinta, 12 de Março de 2015 | 792 Visualizações

A combinação de quimioterapia e de radioterapia parece ser a melhor opção de tratamento em tumores cerebrais de baixo grau, sugere o resultado de um novo ensaio clínico. 

A fase II do ensaio clínico conduzido por uma equipa internacional de investigadores dos EUA e Canadá, demonstrou que a combinação de radioterapia com temozolomida, um fármaco quimioterápico em pacientes com tumores cerebrais (gliomas) de baixo grau e com alto risco de recorrência de tumor, permitiu uma sobrevida de 3 anos de 73%, comparativamente com 54% obtidos apenas através de tratamento com radiação.  

Os tempos de sobrevivência para os gliomas de baixo grau variam dependendo da estrutura e características moleculares e genéticas do tumor. Uma das formas de glioma de baixo grau e de alto risco apresenta uma sobrevivência média de cerca de cinco anos. 

“Muitos destes gliomas de baixo grau e de alto risco progridem, com o tempo, para tumores de nível III e IV; assim a identificação da melhor estratégia de tratamento é fundamental para assegurar que os pacientes conseguem os melhores resultados”, comenta Arnab Chakravarti, diretor e docente de Radio-oncologia e codiretor do Programa de Tumores Cerebrais do Comprehensive Cancer Center, da Universidade Estadual do Ohio, nos EUA. 

“O nosso estudo demonstra que combinar radiação com quimioterapia à base de temozolomida parece melhorar os resultados clínicos em comparação com o historial de controlos tratados apenas com radiação. Isto poderá revelar-se fundamental para exterminar células tumorais suficientes para evitar o desenvolvimento para o estádio IV da doença ou de glioblastoma multiforme, com o passar do tempo”. 

Os principais achados técnicos deste estudo envolvem: taxa de sobrevivência a três anos sem progressão da doença de 59%; ocorrência de eventos adversos de grau 3 em 43% dos pacientes; eventos de grau 4 em 10% dos pacientes. Os investigadores encontram-se agora a conduzir estudos moleculares para procurar identificar que pacientes com glioma de baixo grau poderão beneficiar de temozolomida.

Partilhar esta notícia
Referência
Comprehensive Cancer Center, da Universidade Estadual do Ohio, nos EUA

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados