Ter um cão promove menor mortalidade cardiovascular?Notícias de Saúde

Quarta, 22 de Novembro de 2017 | 31 Visualizações

Fonte de imagem: The Labrador

Um novo estudo concluiu que ter um cão poderá promover uma menor mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
 
Liderado por Mwenya Mubanga, do Departamento de Ciências Médicas e Laboratório de Ciências da Vida da Universidade de Uppsala, Suécia, o estudo teve como objetivo estudar a associação entre possuir um cão e a saúde cardiovascular, determinando se os donos de cães apresentavam um menor risco e mortalidade cardiovascular do que as pessoas que não tinham cães.
 
Para o estudo, a equipa contou com os registos nacionais da Suécia, que incluía mais de 3,4 milhões de pessoas com idades compreendidas entre os 40 e os 80 anos. 
 
No início do estudo, em 2001, os indivíduos não apresentavam doenças cardiovasculares e foram seguidos durante um período de 12 anos.
 
Como resultado, foi verificada uma associação especialmente forte entre os donos de cães que viviam sozinhos e uma maior proteção cardiovascular. Nas pessoas que vivem sozinhas, o risco de doença e morte cardiovascular costuma ser mais elevado em relação a quem vive com mais pessoas.
 
Com efeito, os investigadores descobriram que as pessoas que viviam sozinhas e tinham um cão apresentaram, durante o período de acompanhamento, um risco 33% inferior de morte e 11% inferior de desenvolverem uma doença cardiovascular em comparação com quem não tinha um cão.
 
Foi também apurado que a proteção observada era maior nos donos de cães de raças originalmente criadas para a caça.
 
“Este tipo de estudos epidemiológicos procura associações em grandes populações, mas não oferecem respostas para o facto de como é que os cães protegem das doenças cardiovasculares”, explicou Tove Fall, autora sénior do estudo.
 
“Sabemos que os donos de cães em geral apresentam um grau mais elevado de atividade física, o que poderia ser uma explicação para os resultados observados”. Outras explicações incluem um maior bem-estar e contactos sociais ou efeitos do cão sobre o microbioma bacteriano do dono”, especulou a investigadora. 

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Referência
Estudo publicado na “Scientific Reports”

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