Tem má memória no que a cores diz respeito? A culpa não é suaNotícias de Saúde

Sábado, 06 de Junho de 2015 | 30 Visualizações

Saiba que, na prática, pode ser o rei da palete e saber enumerar todos os tons, do fúcsia, ao bege ou coral. Mas, a verdade, é que a sua memória vai sempre traí-lo: investigadores norte-americanos descobriram que o cérebro funciona de um modo muito prático e tem tendência a catalogar os tons e a reagrupá-los em cores básicas. Os resultados foram divulgados na publicação Journal of Experimental Psychology: General.

Para o psicólogo cognitivo Jonathan Flombaum, líder deste estudo, existe uma explicação para não conseguirmos apontar a cor exacta, na loja de tintas, daquela cor da parede que ainda há pouco apreciávamos. Se é verdade que existe o azul-marinho, o cobalto e o bebé e que os conseguimos distinguir, não é menos verdade que em termos de arrumação, o cérebro coloca estes tons todos na mesma gaveta, a do azul.

"Conseguimos diferenciar milhares de cores, mas para guardar esta informação, o nosso cérebro tem um truque. Nós marcamos a cor com um rótulo geral. Isso torna as nossas memórias parciais mas, ainda assim, bastante úteis." São palavras de Flombaum na página oficial da universidade de John Hopkins. No estudo estiveram ainda envolvidos profissionais das universidades de Califórnia, Pensilvânia e Rutgers.

Podemos ter estado a observar um tom coral em determinado objecto, por exemplo, mas, depois, é provável que o recordemos como um cor-de-laranja ou como um cor-de-rosa. E isto não quer dizer que o cérebro não esteja na sua melhor forma ou que não tenha espaço disponível.

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Autor
Sábado
Referência
Publicação Journal of Experimental Psychology: General

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