Tabaco aquecido causa os mesmos malefícios do tabaco tradicionalNotícias de Saúde

Quarta, 13 de Fevereiro de 2019 | 401 Visualizações

Fonte de imagem: Journalist's Resource

Um novo estudo demonstrou que os novos dispositivos de tabaco aquecido são tóxicos para as células do pulmão humanas, à semelhança dos cigarros eletrónicos e do tabaco convencional.
 
Efetivamente, Pawan Sharma, da Universidade de Tecnologia de Sydney e do Instituto Wollcock de Investigação Médica, também em Sydney, Austrália, e colegas descobriram que o tabaco aquecido não é menos tóxico do que as outras duas alternativas.
 
A equipa decidiu testar os efeitos daquelas três fontes de nicotina sobre dois tipos de células das vias respiratórias humanas: células epiteliais e células musculares lisas.
 
As células epiteliais atuam como primeira linha de defesa de qualquer partícula estranha que penetre nas vias respiratórias saudáveis; por sua vez, as células musculares lisas mantêm a estrutura das vias respiratórias. O fumo do tabaco pode causar dificuldades respiratórias pois afeta a função normal daquelas células. 
 
No ensaio, as células foram expostas a diferentes concentrações de fumo de tabaco, vapor de cigarros eletrónicos e vapor de tabaco aquecido, para procurar determinar se as diferentes exposições danificavam as funções normais das células.
 
Os investigadores observaram que tanto as concentrações baixas como elevadas de fumo de tabaco e vapor de tabaco aquecido eram altamente tóxicas para as células. Quanto ao vapor de cigarros eletrónicos, a equipa observou que as concentrações elevadas, com níveis de nicotina típicos de fumadores crónicos, eram aquelas que, essencialmente, causavam toxicidade nas células.
 
“Observámos diferentes níveis de toxicidade celular com todas as formas de exposição em células do pulmão humanas. O que resultou claramente foi que os produtos mais recentes não eram de forma alguma menos tóxicos do que os cigarros convencionais ou vapor de cigarros eletrónicos”, comentou Sukhwinder Sohal, investigador que liderou o estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “ERJ Open Research”

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