Sorrir não significa necessariamente alegriaNotícias de Saúde

Quinta, 13 de Setembro de 2018 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: JS Post

O facto de sorrirmos não significa necessariamente que nos sentimos felizes, ou que o façamos normalmente quando estamos a relacionarmo-nos com outra pessoa ou grupo de pessoas, indicou um novo estudo.
 
Segundo uma equipa de investigadores da Escola de Medicina de Brighton e Sussex, Inglaterra, liderada por Harry Witchel, o novo estudo sugere que a forma como as pessoas se comportam frequentemente durante uma interação com um computador é semelhante ao comportamento perante um envolvimento social. 
 
Para o estudo, a equipa recrutou 44 indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, aos quais foi solicitado que jogassem um jogo que consistia em nove perguntas difíceis para que os participantes dessem frequentemente a resposta errada. 
 
Os participantes responderam ao questionário sentados à frente de um computador, sozinhos numa sala, com as suas expressões faciais filmadas à medida que iam interagindo com o computador.
 
Após o jogo, os investigadores pediram aos participantes que classificassem a sua experiência subjetiva, escolhendo entre um leque de 12 emoções que incluíam os qualificadores “entediado”, “frustrado” e “envolvido”. Entretanto, todas as expressões faciais espontâneas foram analisadas por computador, para que a equipa avaliasse os sorrisos dos mesmos, numa escala de 0 a 1.
 
Os investigadores apuraram que em termos estatísticos, a emoção que foi mais associada a sorrir foi o “envolvimento” em vez de “alegria” ou “frustração”. Foi ainda observado que os participantes não tendiam a sorrir durante o período em que tentavam descobrir as respostas. No entanto, sorriam logo após o computador os informar se a sua resposta a cada pergunta esta correta ou errada e, surpreendentemente, sorriram mais perante respostas erradas.
 
Harry Witchel explicou que “este comportamento poderia ser explicado por autoavaliações de envolvimento, em vez se avaliações de alegria ou frustração”.
 
“O nosso estudo demonstrou que nestes ensaios Interação Humano-Computador, sorrir não é provocado por alegria; está associado a um empenho subjetivo, que atua como um combustível social para sorrir, quando socializados sozinhos com um computador”.
 
“A Teoria da Ecologia Comportamental sugere que todos os sorrisos são ferramentas usadas em interações sociais; aquela teoria defende que a alegria não é necessária nem suficiente para sorrirmos”, rematou.

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Referência
Estudo publicado na “The Journal of the ACM”