Sono insuficiente ou em demasia associado a síndrome metabólicaNotícias de Saúde

Segunda, 18 de Junho de 2018 | 102 Visualizações

Fonte de imagem: Gangslangs

Dormir menos de seis horas ou mais de 10 horas por dia foi associado à síndrome metabólica, bem como aos problemas de saúde abarcados pela doença, indicou um estudo alargado.
 
O estudo que contemplou dados recolhidos de 133.608 mulheres e homens coreanos com 40 a 69 anos de idade, foi conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul.
 
Os participantes do estudo faziam parte de um outro de larga escala conhecido como HEXA, que acompanhou homens e mulheres coreanos entre 2004 e 2013. Os dados recolhidos dos participantes incluíam uma diversidade de informação como características sociodemográficas, atividade física, alimentação, amostras de urina e de sangue, exames médicos e horas de sono, incluindo sestas. 
 
Foram considerados como tendo síndrome metabólica os participantes que apresentavam pelo menos três dos seguintes problemas de saúde: glicose no sangue em jejum e triglicerídeos elevados, baixo colesterol bom (HDL), hipertensão, e um maior perímetro abdominal. Assim, foram identificados mais de 29% de homens e 24,5% de mulheres com síndrome metabólica.
 
Os investigadores apuraram que quase 11% dos homens e 13% das mulheres do estudo dormiam menos de seis horas por dia e que 1,5% dos homens e 1,7% das mulheres dormiam mais de 10 horas por dia.
 
A análise efetuada aos dados dos participantes revelou que em relação a quem dormia seis a sete horas por dia, os homens que dormiam menos de seis horas eram mais propensos a terem síndrome metabólica e um maior perímetro abdominal; nas mulheres que dormiam menos de seis horas, a propensão era maior para terem um maior perímetro abdominal.
 
Foi verificado que os homens que dormiam mais de 10 horas por dia tinham maior probabilidade de terem síndrome metabólica e níveis mais elevados de triglicerídeos. Nas mulheres que dormiam mais de 10 horas por dia foram associados níveis mais elevados de triglicerídeos, de glicose no sangue, e níveis reduzidos de colesterol HDL.
 
Relativamente aos possíveis mecanismos biológicos subjacentes à associação entre a duração do sono e da síndrome metabólica, os autores especulam que poderão ocorrer alterações nos níveis de hormonas que levam a um maior apetite e menor dispêndio energético.

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Referência
Estudo publicado na revista “BMC Public Health”

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