Sobreviventes de linfoma de Hodgkin na infância têm alto risco de cancros sólidosNotícias de Saúde

Quarta, 19 de Dezembro de 2018 | 35 Visualizações

Fonte de imagem: Aaom.org Non-Hodgkin's l

Os sobreviventes de linfoma de Hodgkin na infância apresentam um risco mais elevado de desenvolverem cancros sólidos muitos anos mais tarde.
 
A conclusão foi retirada de um estudo conduzido por Smita Bhatia, investigadora na Universidade de Alabama, EUA, e colegas.
 
Já se sabia que os sobreviventes daquele tipo de linfoma na infância encaravam um maior risco de desenvolverem outros tipos de cancro, incluindo tumores sólidos. No entanto, desconhecia-se a magnitude daquele risco a longo prazo.
 
Para o estudo, a equipa contou com dados sobre 1.136 pacientes que tinham sido diagnosticados com linfoma de Hodgkin antes dos 17 anos de idade, entre 1955 e 1986. Os pacientes foram seguidos durante um período médio de 26,6 anos.
 
Durante o período de monitorização, 162 pacientes desenvolveram cancros sólidos. 
 
Os investigadores estabeleceram que os sobreviventes apresentavam um risco 14 vezes superior de desenvolverem outro tipo de cancro, em relação à população geral. Adicionalmente, a incidência cumulativa de qualquer cancro sólido foi de 24,4%, aos 40 anos após o diagnóstico do linfoma.
 
Nas mulheres, ter recebido diagnóstico de linfoma de Hodgkin entre os 10 e os 16 anos de idade e radiação no peito foram fatores de risco de cancro da mama. Nos homens, receber radiação antes dos 10 anos de idade foi o maior fator de risco de cancro do pulmão. 
 
O tratamento com alta dose de radiação abdominal/pélvica constituiu o maior risco para cancro colorretal. Por fim, as mulheres expostas a radiação no pescoço antes dos 10 anos de idade corriam um maior risco de cancro na tiroide.
 
Aos 50 anos de idade, a incidência cumulativa nos sobreviventes de linfoma de Hodgkin que apresentavam um maior risco de cancro da mama, pulmão, colorretal e da tiroide era de 45,3%, 4,2%, 9,5% e 17,3%, respetivamente. Estes achados poderão ser muito úteis para desenvolver estratégias de rastreio de cancro naquele grupo de sobreviventes.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cancer”

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