Sintomas de cancro do ovário que as mulheres devem conhecerNotícias de Saúde

Domingo, 05 de Março de 2017 | 110 Visualizações

Fonte de imagem: Medscape

O cancro do ovário pode não apresentar sintomas claros, especialmente quando ainda está numa fase inicial.

O cancro do ovário é, possivelmente, dos tipos de cancro mais silenciosos, disfarçados e difíceis de diagnosticar. Os sintomas relacionados com a doença são vários, mas nem sempre fáceis de decifrar à primeira vista.

De acordo com a informação disponibilizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, o cancro do ovário pode invadir ou disseminar-se para outros órgãos, seja por invasão (quando o tumor cresce e passa para o útero ou trompas de Falópio), por libertação (quando o tumor primário liberta células cancerígenas que dão origem a outros tumores) ou por disseminação (quando as células cancerígenas se disseminam por via do sistema linfático, podendo afetar os pulmões e o fígado, por exemplo).

“Quando o cancro atinge outra zona do organismo, a partir do seu local de origem, o novo tumor tem o mesmo tipo de células e o mesmo nome do tumor de origem. Por exemplo, se o cancro do ovário metastizar para o fígado, as células cancerígenas existentes no fígado serão, na realidade, células cancerígenas do ovário. Será um cancro do ovário metastizado, e não cancro do fígado. Por essa razão, é tratado como cancro do ovário e não como cancro do fígado. Os médicos chamam ao novo tumor doença ‘à distância’ ou metastizada”, lê-se no site do organismo que faz ainda a diferenciação entre os quistos benignos e os quistos malignos (tumores).

Os quistos do ovário podem estar localizados “na superfície do ovário ou no seu interior”. Os quistos “contêm um líquido e, por vezes, também tecidos sólidos”, sendo que “a maior parte dos quistos dos ovários são benignos (não são considerados cancro) e desaparecem com o tempo. Por vezes, o médico pode descobrir um quisto que não desaparece ou que aumenta de tamanho, o que o levará a pedir mais exames para se certificar de que o quisto não é maligno”. E quando é que o médico pede tais exames? Quando começam a surgir os sintomas ou se verifica uma conjugação de situações que podem levar a crer que a mulher tem cancro do ovário.

Mas esses sintomas ou conjunto de sintomas não tornam claras as dúvidas quanto ao cancro, uma vez que são sintomas associados a outras condições de saúde e que, à primeira vista, nada têm a ver com o ovário. Porém, servem de base para o médico tentar despistar a doença o quanto antes.

Entre os sintomas mais comuns está a pressão ou dor no abdominal, pélvis, costas e pernas, o inchaço abdominal constante sensação de afrontamento, as náuseas, a indigestão, os gases, a prisão de ventre e/ou a diarreia. A sensação constante de cansaço é também um sinal de alerta. Menos comuns, mas igualmente preocupantes, estão os sintomas como falta de arconstante vontade de urinar e hemorragias vaginais intensas.

De acordo com o Mirror, um outro possível sintoma de cancro do ovário – e que pede uma ida urgente ao médico ou ginecologista – é a mudança de cor da vulva ou da pele em torno da vagina, sendo que pequenas feridas nessa zona podem também ser um motivo de alarme. Também as dores durante a atividade sexual podem ser um indício da doença.

Uma vez que todos estes sintomas podem dizer respeito ao cancro do ovário ou a outro problema de saúde qualquer e, por isso, esta é uma das doenças mais silenciosas e um dos cancros mais difíceis de detetar precocemente, as mulheres devem procurar fazer os exames ginecológicos regularmente, incluindo na rotina médica a citologia cervical (Papanicolau), a ecografia pélvia e, se necessário ou por recomendação médica, análises sanguíneas mais específicas (onde podem ser avaliados os marcados tumorais).

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Referência
Daniela Costa Teixeira

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