Simples teste de marcha ajuda a prever risco cognitivo pós-operatórioNotícias de Saúde

Terça, 15 de Maio de 2018 | 53 Visualizações

Fonte de imagem: Lawson Health

A distância que um paciente consegue caminhar durante seis minutos antes de uma operação cardíaca poderá ajudar a prognosticar a possibilidade de o mesmo desenvolver problemas de concentração, memória e atenção após o procedimento cirúrgico, indicou um estudo.
 
A disfunção cognitiva no pós-operatório (DCPO) consiste no enfraquecimento da aptidão mental do paciente, conduzindo não só a um maior risco de complicações, mas também a uma deterioração na qualidade de vida. A DCPO tem sido cada vez mais assumida como uma ocorrência comum após uma cirurgia de grande porte e afeta principalmente os pacientes adultos mais velhos.
 
Conduzido por Kazuhiro Hayashi e equipa, do Hospital Universitário de Nagoia, Japão, o estudo contou com a participação de 181 pacientes, com uma média de idades de 71,4 anos, que iam ser submetidos a uma intervenção cirúrgica cardíaca sem caráter de emergência, entre março de 2014 e agosto de 2015 naquele estabelecimento de saúde.
 
Após a admissão para as suas cirurgias, foi pedido aos pacientes que caminhassem durante seis minutos o máximo de distância possível, ao seu próprio ritmo. A distância percorrida foi medida segundo o metro mais próximo. 
 
Os resultados das medições indicaram que uma distância percorrida reduzida constituía um fator de risco para os pacientes desenvolverem DCPO após a intervenção cirúrgica, e quanto mais menor a distância fosse, mais significativa era a redução na função cognitiva no pós-operatório.
 
Foi verificado que 51, ou seja, 28% dos participantes desenvolveram DCPO.
 
Kazuhiro Hayashi avançou que “ao conseguirmos identificar os pacientes que estão em risco de DCPO, podemos prestar-lhes um tratamento precoce e encorajá-los a perceberem melhor a disfunção”. Isso poderá ser concretizado em forma de alterações aos medicamentos e anestésicos, durante e após a operação e no momento de planear a alta dos pacientes quando estes vão para casa.
 
O investigador considera útil uma abordagem multidisciplinar para obter uma melhor avaliação e resultados de tratamento.

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Referência
Estudo publicado na revista “The Annals of Thoracic Surgery”