Será possível eliminar as artérias bloqueadas?Notícias de Saúde

Quarta, 17 de Outubro de 2018 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Wellness Geeky

O relatório de uma meta-análise a numerosos estudos concluiu que um ensaio clínico poderá conduzir ao desenvolvimento de um novo paradigma para reduzir a aterosclerose precoce.
 
Os autores da meta-análise da Universidade de Iowa, nos EUA, começam por mencionar a necessidade de uma nova abordagem para as doenças cardiovasculares, que estão a aumentar nas populações de alto risco, nomeadamente nos diabéticos e obesos. 
 
A equipa liderada por Jennifer Robinson, docente de epidemiologia naquela universidade, faz igualmente menção à necessidade de abordagens sistémicas para melhorar o estilo de vida e controlar melhor os fatores de risco.
 
Neste âmbito, os investigadores sugerem um novo ensaio clínico que estude uma potencial forma de reduzir o risco da aterosclerose precoce, que pode causar diversos problemas cardiovasculares.
 
Jennifer Robinson defende, assim, que a chave para gerir a aterosclerose consiste em atuar sobre as lipoproteínas B, que incluem a lipoproteína de baixa-densidade (o colesterol LDL ou “mau”), em pessoas jovens e de meia-idade. Considera-se que o colesterol LDL e outras lipoproteínas B constituem as principais causas da aterosclerose.
 
O potencial ensaio terá como objetivo determinar se é possível reverter a aterosclerose em adultos de alto risco, entre os 25 e os 55 anos de idade, com estatinas e inibidores da PCSK9, durante um período de três anos. Ambos os fármacos reduzem os índices de colesterol LDL no sangue.
 
“Baixá-los poderá ter um grande impacto no desaparecimento da aterosclerose”, confirma Jennifer Robinson. “Se isto funcionar, poder-se-ia eliminar completamente os ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, no espaço de uma geração, pois não se pode ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral a não ser que se tenha aterosclerose”, explicou.
 
A investigadora disse que “a ideia é baixar muito o colesterol durante um pequeno período de tempo, deixar todo o colesterol anterior acumulado dissolver-se e deixar as artérias recuperarem”, acrescentando que este método funcionou em animais. “Os pacientes poderão, depois, se a aterosclerose voltar a desenvolver-se, necessitar de voltarem a ser tratados, a cada década ou duas”.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the American Heart Association”

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