Será possível curar a depressão sem medicamentos?Notícias de Saúde

Quinta, 25 de Agosto de 2016 | 190 Visualizações

Fonte de imagem: hypescience

O modelo psicoterapêutico HBM pode ser uma opção eficaz para tratar pessoas que sofrem de depressão, conclui estudo.

A depressão é considerada, nos países industrializados, um dos problemas mais graves de saúde pública da atualidade, tendo sido classificada como a ‘doença do século’ pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2002 e afetando cerca de 350 milhões de pessoas por todo o mundo.

Geralmente tratada com medicamentos que provocam habituação e que entorpecem as pessoas, vários são os especialistas e comunidades científicas que tentam perceber se há outros métodos mais ‘naturais’ de tratar a depressão.

Um estudo português, desenvolvido pela Clínica Mente, avaliou a evolução de 85 pessoas adultas, de ambos os sexos, com diagnóstico de sintomatologia depressiva, oriundos de diversos distritos do país, que fizeram sessões semanais intensivas do modelo terapêutico HBM, com duração de até 2 horas, de acordo com o plano delineado na sessão de avaliação e até os objetivos inicialmente definidos terem sido alcançados.

O modelo HBM - Human Behavior Map Therapy – consiste numa intervenção psicoterapêutica assente no mapa do comportamento humano, que, segundo a Clínica Mente descreve os processos mentais conscientes e inconscientes, permitindo explicar o modo de pensamento e comportamento do ser humano e assim resolver conflitos emocionais, internos e externos, no indivíduo.

Como a clínica informa em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, os resultados obtidos permitiram tirar a conclusão de que é possível curar eficazmente a depressão, especialmente naqueles casos em que o índice depressivo inicial é mais grave, sem recorrer a comprimidos.

Antes da intervenção psicoterapêutica 44,7% da amostra apresentava índices de “depressão grave” e 37,6% “depressão moderada”. Após a intervenção psicoterapêutica com recurso ao modelo HBM, 80% da amostra apresentava-se “não deprimida” e 18,8% apresentava índices de “depressão leve”. Registe-se que para 83,4% da amostra, foram necessárias entre cinco e dez sessões de intervenção terapêutica para ultrapassar o estado depressivo em que se encontravam anteriormente, e recuperar a qualidade de vida e o bem-estar.

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Referência
Vânia Marinho

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