Será a balança o melhor indicador para avaliar a perda de peso?Notícias de Saúde

Sexta, 21 de Agosto de 2015 | 502 Visualizações

Fonte de imagem: be-slim

Numa sociedade com uma grande prevalência de excesso de peso e obesidade, perder peso é uma preocupação transversal a muitas pessoas, de diferentes géneros e etnia. 

A necessidade de se atingir o “peso ideal”, por recomendação médica ou simplesmente por uma questão pessoal e de estética, está bem presente nos dias de hoje. No entanto, os indicadores de avaliação da perda de peso adotados nem sempre são os mais adequados. 

Na maioria dos casos, a monitorização do peso ou da perda de peso inclui a tradicional balança que nos revela a massa corporal total e por conseguinte o Índice de Massa Corporal (IMC).  O IMC é um dos indicadores antropométricos mais utilizado na prática clínica e aquele que é oficialmente adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como preditor internacional de obesidade, por ser rápido e fácil de medir e calcular.

O IMC é calculado usando a fórmula simples [peso / (altura x altura)] e os indivíduos são classificados como baixo peso, normoponderais, excesso de peso ou obesos, com IMC de 30, respetivamente.  
No entanto, este indicador isolado é de fraco interesse quando se quer objetivar a perda de peso, uma vez que não fornece informação sobre a composição corporal (massa gorda e massa magra) e a distribuição da gordura corporal (subcutânea ou visceral). Para além disso não considera as diferenças na composição corporal entre género, idade e etnia.  

Por exemplo, pessoas com elevada massa muscular podem apresentar elevado IMC, mesmo que a gordura corporal não seja excessiva. Ao contrário, pessoas mais velhas tendem a perder massa muscular e, logo, peso, sem que isso implique uma diminuição de massa gorda. 

Para colmatar estas limitações, a este indicador associam-se outras medidas antropométricas, também elas de fácil utilização e relevantes para uma correta avaliação perda de peso, ou seja, reconhecer a que deve a perda de peso. Entre elas destacam-se os perímetros da cinta e anca, a avaliação das pregas cutâneas e ainda a avaliação por bioimpedância. 

A gordura corporal é a componente mais variável do organismo e difere entre os indivíduos do mesmo sexo, altura e peso. A mulher tem em média 26,9 por cento de massa gorda e o homem 14,7 por cento. 

A relação entre o perímetro da cintura (PC) e o da anca (PA) é um método simples para descrever a distribuição do tecido adiposo subcutâneo e intra-abdominal, ajudando-nos a distinguir, por exemplo, entre uma obesidade andróide e uma obesidade ginóide.

 A medição das pregas cutâneas é um método de avaliação da composição corporal, que permite estimar a massa gorda, baseando-se em dois princípios. O primeiro é que a prega cutânea mede a gordura subcutânea daquele ponto específico e o segundo é que aproximadamente metade do conteúdo de gordura corporal localiza-se nos depósitos adiposos subcutâneos, relacionando-se diretamente com a gordura total.

A análise da impedância bioelétrica (BIA) é um método de quantificação da composição corporal (massa gorda e massa magra) que consiste na passagem de uma muito leve corrente elétrica pelo corpo. Os tecidos que contêm pouca água e eletrólitos, tais como o tecido adiposo e o ósseo são maus condutores da corrente elétrica, oferecendo grande oposição à passagem da mesma. Tecidos biológicos como o sangue, as vísceras e os músculos são bons condutores por causa dos elevados conteúdos em fluídos e eletrólitos. 

Pessoas com uma grande musculatura têm uma impedância menor do que indivíduos com uma grande quantidade de tecido. Com estes valor de impedância e seguindo fórmulas e um algoritmo adequados, é possível o cálculo da massa magra e da massa gorda.   

O ideal é, sempre que possível, complementar os dados dos vários indicadores para uma avaliação mais precisa e correta das alterações corporais. As alterações peso são mais que uma alteração no ponteiro e é importante perceber que compartimento corporal foi responsável pela perda de peso para se agir preventivamente.  

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