Sedentarismo faz aumentar fragilidade em mulheres de meia-idadeNotícias de Saúde

Terça, 03 de Julho de 2018 | 145 Visualizações

Fonte de imagem: Lung Disease

Um novo estudo demonstrou que as mulheres que são sedentárias durante longos períodos de tempo apresentam um risco mais elevado de fragilidade.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Queensland, em St. Lucia, Austrália, o estudo teve como objetivo estudar o impacto de se passar períodos prolongados de tempo sentado em mulheres de meia-idade.
 
A equipa propôs-se estudar os efeitos do sedentarismo prolongado em mulheres pois, apesar de as mulheres terem tendência para uma maior longevidade do que os homens, aquelas estão sujeitas a um maior risco de fragilidade.
 
Para o efeito, a equipa seguiu clinicamente, durante 12 anos, 5.462 mulheres, na Austrália, que tinham nascido entre 1946 e 1951. Foi pedido às participantes que relatassem o período de tempo que passavam diariamente sentadas.
 
A incidência de fragilidade nas mulheres foi avaliada através de uma escala conhecida como FRAIL, em que 0 correspondia a pessoa saudável e 5 a pessoa com fragilidade. O tempo que as mulheres permaneciam sentadas diariamente foi também dividido em três categorias: baixo (3,5 horas diárias); médio (5,5 horas diárias) e elevado (10 horas por dia).
 
A fragilidade foi entendida como possuindo menos reservas para se recuperar de uma doença ou ferimento, apresentar um maior risco de quedas, hospitalização, ter que recorrer a um lar de idosos e mortalidade prematura.
 
A análise dos investigadores demonstrou que as mulheres que passavam mais tempo sentadas (cerca de 10 hora por dia) corriam um maior risco de ficarem com fragilidade.
 
Por outro lado, “aquelas com consistentemente menos tempo sentadas tinham um menor risco de desenvolverem problemas”, adiantou Paul Gardiner, coautor do estudo.
 
No entanto, os efeitos negativos de se passar muito tempo sentado pareceram ser reversíveis: “as participantes que diminuíram o seu tempo sentadas em aproximadamente duas horas por dia reduziram o seu risco de vulnerabilidade”, acrescentou o investigador, que aconselha as mulheres a adotarem medidas preventivas.

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Referência
Estudo publicado na “American Journal of Epidemiology”

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