Sal: metade do consumo vem dos cereaisNotícias de Saúde

Sexta, 22 de Abril de 2016 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: Pixabay

Cerca de metade do sal consumido pelos adolescentes tem origem no grupo alimentar dos cereais e derivados, dá conta um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade de Porto.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram, ao longo de 2015, o teor de sódio na urina de adolescentes e inquiriram-nos sobre os consumos alimentares das últimas 24 horas. Verificou-se que 41% do sal consumido vinha do grupo alimentar dos cereais, onde o pão “continua a ser um forte contribuidor”, disse à agência Lusa a investigadora Carla Gonçalves.
 
O estudo sobre o consumo de sal em adolescentes apurou que os produtos de carne e derivados estavam em segundo lugar, contribuindo em 16% para o total de sal ingerido. Seguia-se o leite e derivados (11%) e os molhos e sopas (também com 11%).
 
No caso da sopa, Carla Gonçalves lembra que se trata de um prato muito rico em termos nutricionais que acaba por ficar prejudicado pelo excesso de sal que lhe é adicionado.
 
De acordo com dados apresentados há um mês pela Direção Geral da Saúde (DGS), mais de 70% das crianças portuguesas, de oito e nove anos, e mais de 80% dos adolescentes, dos 13 aos 17 anos, consomem sal acima dos valores recomendados.
 
O relatório “Portugal – Alimentação Saudável em Números 2015” mostra que, na faixa etária dos sete aos oito anos, 74% dos meninos e 70% das meninas têm um consumo de sal inadequado. Dos 13 aos 17 anos, o nível de consumo excessivo de sal aumenta para 84%, nos rapazes, e para 72%, nas raparigas.
 
“O consumo de sal é uma guerra que temos de continuar a travar”, referiu o coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça.
 
As estratégias de redução do consumo de sal na região europeia têm sido dirigidas para a educação da população e para a tentativa de reformulação da oferta alimentar, trabalhando em pareceria com a indústria.
 
Em Portugal, a DGS está a trabalhar com a indústria e com a restauração para reduzir 4% ao ano na quantidade de sal incluída nos produtos alimentares.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo da Universidade do Porto

Notícias Relacionadas