Sabe o que um ovo por dia pode fazer aos bebés?Notícias de Saúde

Quinta, 08 de Junho de 2017 | 38 Visualizações

Fonte de imagem: The Pioneer Woman

Em primeiro lugar, sim, as crianças podem comer um ovo por dia.

 

Passados anos a apontar o dedo ao impacto nocivo que o consumo de ovos pode ter na saúde, um recente estudo publicado na revista Pediatrics não só sugere que os bebés passem a comer um ovo por dia, como garante que tal pode ajudá-los a evitar qualquer tipo de atrofia associada ao crescimento.

Conta o site da BBC que independentemente da forma como é confecionado - embora seja mais do que sabido que o ovo estrelado é de evitar pela quantidade de gordura -, o consumo diário de um ovo parece ser suficiente para equilibrar o porte nutricional das crianças e, com isso, ajudá-las a crescer de uma forma saudável..

Para o estudo, os investigadores de quatro universidades norte-americanas deslocaram-se até ao Equador e deram ovos a metade dos 160 bebés entre os seis e os nove meses que participaram no teste. Este teste durou seis meses e, ao longo desse período, os cientistas visitaram uma vez por semana cada uma das 160 crianças, não só para perceber se existiam ou não melhorias, mas também para despistar qualquer possível alergia a ovos.

À medida que iam cruzando os dados obtidos dos bebés que comeram um ovo por dia com aqueles que diziam respeito às crianças que não tinham este alimento na dieta (ou que tinham numa quantidade relativamente menor), a equipa liderada por Lora Iannotti repara que o risco de atrofia era 47% menor entre os bebés que consumiram um ovo por dia.

Além disso, o consumo diário de ovo foi ainda associado a uma menor ingestão alimentos adoçados com açúcar, o que leva os investigadores a acreditar que esta proteína de origem animal é mesmo um complemento nutricional importante para as crianças.

"As descobertas apoiaram a nossa tese de que a introdução precoce de ovos melhora significativamente o crescimento em crianças pequenas. Geralmente acessíveis a grupos vulneráveis, os ovos têm o potencial de contribuir para metas globais de redução da atrofia", lê-se no site da revista Pediatrics, que publica o estudo na edição em papel este mês.

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Referência
Daniela Costa Teixeira

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