Ruído do trânsito prejudica saúde cardíaca. Como?Notícias de Saúde

Quinta, 15 de Fevereiro de 2018 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: CityLab

Um novo estudo conseguiu revelar o mecanismo subjacente ao ruído do trânsito, bem como ambiental em geral, no desenvolvimento de doenças cardíacas.
 
Muitos são já os estudos que demonstraram uma associação entre o ruído proveniente do trânsito e um aumento nas doenças cardiovasculares. No entanto, não se descobriu os mecanismos subjacentes a essa associação.
 
Para perceber esse mecanismo, uma equipa de investigadores do Centro Universitário de Medicina Mainz da Universidade Johannes Gutenberg, Alemanha, efetuou uma análise a publicações científicas sobre aquela temática.
 
Os investigadores analisaram vários estudos sobre a ligação entre as doenças cardiovasculares e o ruído ambiental. Foram selecionados estudos em que eram investigados os efeitos não-auditivos do ruído sobre o sistema cardiovascular, estudos sobre os efeitos do ruído sobre o sistema nervoso e ainda estudos sobre os efeitos do ruído sobre animais e humanos. 
 
A análise permitiu concluir que o mecanismo subjacente àquela associação poderá ser uma resposta de stress no sistema nervoso que é ativada pela exposição ao ruído. Esta resposta de stress desencadeia um surto de hormonas que danificam os vasos sanguíneos.
 
Paralelamente, a equipa associou ainda o ruído ao stress oxidativo (que consiste num desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade de o organismo anular os efeitos dos mesmos), e a problemas com as vasos sanguíneos, sistema nervoso e metabolismo. 
 
Segundo ainda os investigadores, estas associações fortalecem a ideia que o ruído do tráfego automóvel e aéreo contribuem para a diabetes, hipertensão e outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
 
Como conclusão, a equipa apela à criação de novas estratégias de redução do ruído proveniente dos meios de transporte e de outros fatores ambientais, como por exemplo, a adoção de pneus que produzam baixos níveis de ruído.

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Referência
Estudo publicado na revista “American College of Cardiology”

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