Risco de suicídio mais que quadruplica em doentes com cancroNotícias de Saúde

Sexta, 01 de Fevereiro de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Os doentes com cancro apresentam um índice mais de quatro vezes superior de cometerem suicídio do que as pessoas sem cancro, indicou um estudo.
 
Conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Penn State, EUA, o estudo teve por base a análise de dados do programa de Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais (cujo nome original é abreviado como SEER), pertencente ao Instituto Nacional do Cancro norte-americano.
 
Os investigadores tiveram acesso a dados de mais de 8,6 milhões de pacientes que tinham sido diagnosticados com cancro invasivo entre 1973 e 2014.
 
A análise dos dados revelou que 0,15% dos pacientes (13.311) tinham morrido por suicídio. Este índice corresponde a um risco de suicídio mais de quatro veze superior ao resto do da população em geral. 
 
Um estudo anterior datado de 2002 tinha relatado um risco de suicídio 1,9 vezes mais elevado.
 
Os investigadores apuraram ainda que o risco de suicídio diminuía cinco anos após o diagnóstico de cancro e que permanecia elevado em pacientes com linfoma de Hodgkin e cancro do testículo.
 
Adicionalmente, o tipo e a idade de diagnóstico da doença aparentaram influenciar o risco de suicídio nos doentes. 
 
“Os tratamentos para alguns cancros – como a leucemia e cancro do testículo em adolescentes e jovens adultos, por exemplo – podem reduzir a fertilidade de um paciente e isso parece constituir um dos riscos de suicídio a longo-termo”, avançou Nicholas Zaorsky, um dos investigadores do estudo.
 
“A contrastar, os pacientes idosos que são diagnosticados com cancros do pulmão, próstata e cabeça e pescoço correm um risco mais elevado de suicídio para o resto da sua vida”, acrescentou.
 
Os autores consideram que os resultados do estudo podem ser usados para identificar os pacientes com cancro que correm maior risco de suicídio e adaptar os tratamentos de forma adequada. 

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Referência
Estudo publicado na “Nature Communications”

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