Risco de morte associado a medicação para refluxo gastroesofágicoNotícias de Saúde

Quarta, 05 de Junho de 2019 | 33 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

O uso prolongado de fármacos comuns para tratar o refluxo gastroesofágico, acidez do estômago e úlceras tem sido associado a um maior risco de morte prematura e um novo estudo poderá ter descoberto as causas específicas dessas mortes.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, EUA, o estudo associou o uso a longo prazo dos inibidores da bomba de protões (IBP) a casos fatais de doenças cardiovasculares, doença renal crónica e cancro do trato gastrointestinal superior.
 
Foi ainda apurado que aqueles riscos aumentam consoante a duração do uso dos IBP, mesmo que os fármacos sejam tomados em doses reduzidas. 
 
“Tomar IBP durante muitos meses ou anos não é seguro e agora temos uma visão mais clara dos problemas de saúde associados ao uso de longo termo dos IBP”, confirmou Ziyad Al-Aly, autor sénior do estudo.
 
Para o estudo, o investigador e colegas contaram com registos clínicos de umam base de dados de veteranos norte-americanos. 
 
A equipa identificou 157.625 pessoas, na maioria homens com mais de 65 anos de idade, que tinham recentemente recebido prescrições de IBP. Outros 56.842 indivíduos tinham recebido prescrições recentes de bloqueadores de H2, que é outra classe de fármacos supressores da acidez. Os investigadores acompanharam todos os pacientes (214.467) durante até 10 anos.
 
Foi apurado um aumento no risco de morte de 17% no grupo dos IBP, em comparação com o grupo dos bloqueadores de H2. Com efeito, houve 387 mortes por cada 1.000 pessoas no grupo dos IBP contra 242 mortes por cada 1.000 pessoas no grupo dos bloqueadores de H2. O excesso de 45 mortes foi atribuído ao uso prolongados de IBP.
 
Em termos mais específicos, nos utilizadores de IBP cada 15 em 1.000 pacientes morreram de doença cardíaca, quatro em cada 1.000 de doença renal crónica e dois em cada 1.000 de cancro do estômago. 
 
“Considerando os milhões de pessoas que regularmente tomam IBP, isto traduz-se em milhares de mortes em excesso a cada ano”, concluiu Ziyad Al-Aly.

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Referência
Estudo publicado na “BMJ”

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