Risco de esquizofrenia é em quase 80% devido a fatores genéticosNotícias de Saúde

Terça, 10 de Outubro de 2017 | 34 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Os fatores hereditários são responsáveis em 79% pelo risco de esquizofrenia, sustentou um estudo recente.
 
Conduzido por Rikke Hilker, Dorte Helenius e equipa, da Universidade de Copenhague, Dinamarca, o estudo sobre a esquizofrenia foi baseado em gémeos e é até à data o maior do seu género.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com informação retirada do Registo dos Gémeos Dinamarqueses, que inclui todos os gémeos nascidos na Dinamarca desde 1870, e ainda dados do Registo de Investigação Central Psiquiátrica Dinamarquesa, de forma a analisar os riscos genéticos em mais de 30.000 pares de gémeos.
 
Foi usada uma nova abordagem estatística para resolver um dos fatores que contribuíram para inconsistências em estudos anteriores. Normalmente os estudos que abordam a hereditariedade exigem que os participantes sejam classificados com tendo esquizofrenia ou não. No entanto, alguns dos participantes em risco podem desenvolver ainda a doença após o fim do estudo.
 
Os investigadores aplicaram assim um novo método que tinha em conta aquele fator, o que fez com que os resultados do presente estudo sejam provavelmente os mais fidedignos até à data. Como resultado, os especialistas estimaram que os fatores hereditários contribuem em 79% para o risco da esquizofrenia. 
 
“A nova estimativa da hereditariedade da esquizofrenia, 79% é muito próxima do valor máximo de estimativas anteriores sobre a sua hereditariedade”, comentou John Krystal, editor da revista “Biological Psyquiatry”. As estimativas anteriores situavam o peso dos fatores hereditários no desenvolvimento da doença nos 50% a 80%.
 
O diagnóstico da esquizofrenia é baseado numa definição restrita de sintomas, sendo que os investigadores calcularam a hereditariedade através de uma categoria de doenças mais alargada de doenças que incluíam doenças do espetro da esquizofrenia. Os resultados da estimativa foram aqui 73%, o que mais uma vez confirma o peso dos fatores genéticos para todo o espetro da doença. 
 
“Este estudo é agora a estimativa mais completa e exaustiva da hereditariedade da esquizofrenia e da sua diversidade diagnóstica. É interessante porque indica que o risco genético da doença parece ser de igual importância ao longo do espetro da esquizofrenia”, concluiu Rikke Hilker.

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Referência
Estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”

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